Mulher de 58 anos, com diagnóstico de doença de Parkinson há...
Dentre as opções abaixo, a melhor alternativa de tratamento da complicação apresentada é
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Tema central: A questão aborda o manejo das discinesias induzidas por levodopa em paciente com doença de Parkinson. Essas discinesias são movimentos involuntários, muitas vezes coreiformes e/ou distônicos, que costumam surgir após uso prolongado e crônico da levodopa em altas doses.
Comentário sobre a alternativa correta (D – associar entacapona):
A entacapona é um inibidor da COMT (catecol-O-metiltransferase) que, associada à levodopa, reduz as flutuações motoras e pode suavizar as discinesias ao proporcionar níveis plasmáticos mais estáveis de dopamina. Conforme orienta o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde: “Para tratamento das flutuações motoras, em associação com levodopa, são mais eficazes: pramipexol, rasagilina e entacapona.” Ao tornar a reposição dopaminérgica menos abrupta, melhora sintomas motores e reduz os movimentos involuntários. Esta é a conduta respaldada por guias oficiais e principais consensos (incluindo UpToDate e literatura do Harrison’s).
Análise das alternativas incorretas:
A) Aumentar progressivamente a dose de levodopa: Errado. O aumento da dose pode intensificar as discinesias, pois quanto maior a exposição à levodopa, maior a chance dessas complicações motoras.
B) Substituir levodopa por amantadina: Inadequado. A amantadina pode ser usada como adjuvante em casos refratários, mas não substitui a levodopa nos casos em que esta é necessária para o controle motor, sobretudo em doença avançada.
C) Suspender levodopa e recomeçar com dose menor: Arriscado e não recomendado. Suspender abruptamente levodopa pode precipitar imobilidade grave e até síndrome neuroléptica maligna. Quando possível, a redução é lenta e cuidadosamente monitorada.
Dicas para provas: Atente-se a verbos de ação nas alternativas – palavras como “aumentar”, “suspender” e “substituir” geralmente indicam mudanças bruscas, que quase sempre são condutas arriscadas em doenças crônicas como o Parkinson. Priorize adaptações graduais ou associações terapêuticas respaldadas por diretrizes.
Resumo final: Discinesias na doença de Parkinson são melhor manejadas com estratégias que estabilizem a ação da levodopa. A associação de entacapona se alinha com as boas práticas e recomendações normativas.
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