O Diabetes Mellitus é uma comorbidade comum que exige manejo...

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Q3833486 Medicina
O Diabetes Mellitus é uma comorbidade comum que exige manejo rigoroso no período perioperatório. O objetivo é evitar extremos glicêmicos, sendo a hiperglicemia uma preocupação particular devido às suas consequências na recuperação e no prognóstico do paciente.
Qual é o principal risco associado à hiperglicemia perioperatória e qual a faixa de glicemia recomendada para a maioria dos pacientes cirúrgicos? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Na maioria dos pacientes cirúrgicos, a hiperglicemia perioperatória está associada principalmente a infecção, pior cicatrização e desidratação por diurese osmótica; por isso, a meta glicêmica usual é moderada, em torno de 80-180 mg/dL, o que torna a alternativa B a compatível com a base médica.

Tema central: Hiperglicemia perioperatória
Análise das alternativas
A
Errada
Hipocalcemia não é a complicação principal classicamente associada à hiperglicemia perioperatória. Além disso, alvo de 60-90 mg/dL é excessivamente baixo no perioperatório e se aproxima de faixa com risco de hipoglicemia, contrariando o objetivo de evitar extremos glicêmicos.
B
Certa
A alternativa B reúne os dois elementos cobrados de forma compatível com o manejo perioperatório geral. Do ponto de vista fisiopatológico, a hiperglicemia favorece disfunção imune, aumentando infecções pós-operatórias, e também se associa a pior reparo tecidual, com cicatrização prejudicada; além disso, pode causar diurese osmótica e desidratação. Do ponto de vista de conduta, a faixa de 80-180 mg/dL expressa uma meta moderada e segura para a maioria dos pacientes cirúrgicos, evitando tanto hiperglicemia quanto controle intensivo com maior risco de hipoglicemia.
C
Errada
Acidose metabólica grave pode ocorrer em descompensações diabéticas específicas, mas não é o principal risco geral da hiperglicemia no perioperatório da maioria dos pacientes cirúrgicos. A faixa de 90-120 mg/dL caracteriza controle mais estrito do que o recomendado rotineiramente, e o controle intensivo aumenta risco de hipoglicemia sem ser a meta usual para a maioria.
D
Errada
Hipoglicemia e coma são complicações de tratamento excessivo ou de controle glicêmico intensivo, não consequências primárias da hiperglicemia. A proposta de glicemia inferior a 80 mg/dL é inadequada como meta perioperatória habitual justamente por aumentar esse risco.
E
Errada
Distúrbios de coagulação não são o principal risco cobrado da hiperglicemia perioperatória nesta situação. Além disso, aceitar 150-250 mg/dL como alvo é permissivo demais, porque tolera níveis de hiperglicemia associados a maior risco metabólico e infeccioso, fugindo da meta usual para a maioria dos pacientes cirúrgicos.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre controle rigoroso e controle estrito: o alvo perioperatório para a maioria dos pacientes não é normalizar a glicemia em faixa baixa, e sim mantê-la em faixa moderada, evitando tanto hiperglicemia quanto hipoglicemia.
Dica para questões semelhantes
  • Em perioperatório geral, pense primeiro nas complicações clássicas da hiperglicemia: infecção, cicatrização prejudicada e diurese osmótica com desidratação.
  • Se a alternativa propõe alvo muito baixo, suspeite de controle excessivamente estrito e risco de hipoglicemia.
  • Se a alternativa tolera glicemias muito altas, ela contraria o objetivo de reduzir complicações metabólicas e infecciosas.
  • Diferencie complicações da hiperglicemia das da hipoglicemia iatrogênica antes de escolher a resposta.

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