Acerca do TCTH na leucemia mieloide crônica (LMC), assinale...
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Tema central: A questão aborda a indicação do transplante de células-tronco hematopoéticas (TCTH) na leucemia mieloide crônica (LMC) e o papel dos índices prognósticos como Sokal e Hasford no direcionamento do tratamento.
Comentário e justificativa da alternativa correta (D):
A alternativa D está INCORRETA e, portanto, é o gabarito da questão. Ela afirma que "os índices prognósticos de Sokal ou de Hasford não permitem identificar subgrupos de maior risco que se beneficiariam de um TCTH mais precocemente". Essa afirmação é incorreta do ponto de vista das atuais diretrizes e prática clínica. Ambos os índices são, sim, ferramentas importantes para estratificar o risco dos pacientes com LMC, e podem ajudar a identificar subgrupos de alto risco que potencialmente se beneficiariam de estratégias terapêuticas diferenciadas, incluindo considerar o TCTH mais cedo diante de resposta insatisfatória aos Inibidores de Tirosina Quinase (ITKs).
Conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para LMC do Ministério da Saúde: “Os índices prognósticos de Sokal e Hasford são utilizados para estratificar o risco na LMC crônica, sendo úteis para planejamento terapêutico” (p. 11). Assim, a alternativa comete um equívoco ao afirmar que não servem para este propósito.
Análise das demais alternativas:
A) Correta. Antes da introdução dos ITKs, o TCTH era o tratamento padrão para LMC, especialmente na fase crônica e com sangue periférico mobilizado.
B) Correta. ITKs (como o imatinibe) são o tratamento de primeira linha para LMC atualmente, com excelentes taxas de resposta e sobrevida, segundo o PCDT e manuais internacionais.
C) Correta. O TCTH hoje é reservado para pacientes refratários ou intolerantes aos ITKs, conforme recomenda o PCDT.
E) Correta. Pacientes na fase crônica, transplantados com condicionamento menos intensivo e doador aparentado, têm melhor prognóstico do que aqueles transplantados em fases avançadas e com regimes mais tóxicos.
Estratégia para provas: Ao analisar alternativas, busque termos absolutos ("não permitem", "nunca", "sempre") e confronte-os com a prática clínica real e diretrizes. Os índices de Sokal e Hasford não são usados como único critério, mas ajudam sim na estratificação de risco e tomada de decisão.
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