NÃO é uma possível indicação do TCTH autólogo:
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Tema central: A questão trata das indicações do Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas (TCTH) do tipo autólogo e pede para identificar a situação não indicada para essa modalidade de transplante.
O TCTH autólogo consiste em coletar células-tronco do próprio paciente, tratar a doença de base (geralmente com altas doses de quimioterapia/radioterapia) e reimplantar essas células. Suas indicações clássicas envolvem doenças hematológicas malignas quimiossensíveis e, em casos selecionados, doenças autoimunes graves. O TCTH alogênico (de outro indivíduo) é reservado para doenças com defeitos genéticos ou imunológicos, onde se faz necessária a substituição de células hematopoiéticas defeituosas.
Justificativa da alternativa correta (E – Osteopetrose):
A osteopetrose é uma doença genética rara, caracterizada por uma falha nos osteoclastos do próprio paciente. O único tratamento curativo é o TCTH alogênico, pois só assim é possível fornecer células-tronco funcionais de um doador saudável. Se utilizado o TCTH autólogo, as células reinfundidas carregarão o mesmo defeito. Conforme a Portaria SAS nº 649/2008 (Ministério da Saúde): "O transplante de medula óssea é curativo para a osteopetrose quando realizado com células-tronco hematopoéticas de doador compatível." Portanto, osteopetrose não é indicação para TCTH autólogo.
Análise das alternativas incorretas:
A) Leucemia mieloide aguda (LMA) em 1ª ou 2ª remissão: O TCTH autólogo é opção terapêutica consolidada para LMA em remissão, especialmente quando não há doador compatível, como consta na Portaria nº 931/2006.
B) Mielodisplasia com IPSS alto: Embora o TCTH alogênico seja preferencial, há casos específicos em que o TCTH autólogo pode ser considerado, particularmente se não houver doador ou em protocolos de pesquisa.
C) Linfoma não-Hodgkin agressivo (ex: Burkitt): TCTH autólogo é indicado em recidivas para pacientes quimiossensíveis, conforme recomendações do Ministério da Saúde e UpToDate.
D) Doença autoimune grave (como LES refratário): Estudos e casos clínicos demonstram benefício potencial do TCTH autólogo em doenças autoimunes graves refratárias, sendo realizado em centros especializados.
Estratégia de prova: O ponto-chave é reconhecer que doenças genéticas de células hematopoiéticas, como a osteopetrose, necessitam de células de um doador saudável, excluindo o uso do TCTH autólogo.
Referências: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde, Portarias nº 931/2006 e SAS nº 649/2008, UpToDate, Harrison’s Principles of Internal Medicine.
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