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Q978704 Técnicas em Laboratório
A Listeria monocytogenes é encontrada na natureza e no trato intestinal dos animais, logo, é comum a contaminação da carcaça e cortes de carne durante o abate e o processamento. Esse microrganismo é considerado um patógeno emergente, podendo ocasionar listeriose em humanos através da ingestão de alimentos contaminados. A listeriose é uma zoonose de grande importância em Saúde Pública, visto que pode ocasionar aborto, septicemias e meningites. A diferenciação entre Listeria monocytogenes e outras espécies de Listeria, isoladas de produtos lácteos ou cárneos, se faz principalmente através dos resultados positivos nas seguintes provas bioquímicas:
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Tema central: A questão aborda a identificação bioquímica de Listeria monocytogenes, um patógeno emergente relevante em saúde pública devido à sua capacidade de causar listeriose. Esta doença pode resultar em condições graves como aborto, septicemia e meningite. A identificação precisa deste microrganismo em alimentos é crucial para a segurança alimentar.

Justificativa para a alternativa correta (D - motilidade e CAMP-test com S. aureus): A Listeria monocytogenes apresenta características distintas que auxiliam na sua identificação laboratorial. Este microrganismo é conhecido por sua motilidade característica, especialmente a 25°C, onde se observa um movimento em "guirlanda". Além disso, o CAMP-test, realizado com Staphylococcus aureus, é uma técnica importante. No CAMP-test, a Listeria monocytogenes forma uma área de aumento de hemólise em sinergia com a beta-hemólise do S. aureus. Estas características bioquímicas são fundamentais para diferenciar Listeria monocytogenes de outras espécies do mesmo gênero.

Análise das alternativas incorretas:

A - bile-esculina e sensibilidade a bacitracina: Embora Listeria monocytogenes possa hidrolisar a bile-esculina, a sensibilidade a bacitracina não é um teste utilizado na sua identificação. A bacitracina é mais comumente usada para diferenciar estreptococos do grupo A.

B - fermentação da xilose e motilidade: A fermentação de xilose não é característica de Listeria monocytogenes. Embora a motilidade seja relevante, a xilose não é um marcador diferencial importante para esta espécie.

C - beta-hemólise e produção de lecitinase: A beta-hemólise é observada em Listeria monocytogenes; no entanto, a produção de lecitinase não é usada para diferenciá-la de outras Listeria. A beta-hemólise é mais significativa em combinação com o CAMP-test.

E - CAMP-test e fermentação da xilose: Embora o CAMP-test seja correto, a fermentação de xilose não é uma reação bioquímica utilizada para identificar Listeria monocytogenes.

Para questões sobre identificação microbiológica, é essencial se familiarizar com os testes bioquímicos clássicos e suas interpretações, como descrito em referências como o livro "Manual of Clinical Microbiology".

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Comentários

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Motilidade: a Listeria monocytogenes apresenta motilidade (em meio SIM - ocorre a turvação do meio)

CAMP-test com S. aureus: O teste é positivo porque a L. monocytogenes produz o fator CAMP - que consiste em uma proteína extracelular que aumenta a área de hemólise produzida por S. aureus e por R. equi em ágar sangue. Neste caso, ocorre a formação de uma área de hemólise típica (forma de meia-lua) na junção das duas culturas (Barrow e Feltham, 1993). 

L. monocytogenes é beta-hemolítica, mas não produz lecitinase.

O teste de lecitinase é positivo para Clostridium perfringens.

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