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Q736352 Medicina
Na seleção de um doador não-aparentado de medula óssea (MO) ou sangue periférico (SP) para um transplante de células tronco hematopoéticas (TCTH), qual das opções a seguir seria a conduta INCORRETA?
Alternativas

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Tema central: A questão aborda seleção de doador não-aparentado para transplante de células-tronco hematopoéticas (TCTH), destacando a importância da compatibilidade HLA para reduzir complicações como doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH) e rejeição do enxerto.

Análise da alternativa correta (incorreta na questão):
D) “Se não houver as compatibilidades HLA-A, B, C, DRB1 ou DQB1, escolher doador com incompatibilidade de antígenos ao invés de alelos.”
Esta conduta é incorreta! A escolha entre incompatibilidades deve sempre priorizar a incompatibilidade alélica. Segundo os protocolos e a literatura (como o manual “Tópicos em Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas” do Ministério da Saúde, p. 57), a incompatibilidade de antígenos está associada a maior risco de complicações imunológicas quando comparada à incompatibilidade alélica. Preferir incompatibilidade de antígenos pode resultar em consequência grave como DECH. Portanto, não se deve adotar este critério.

Análise das alternativas incorretas (corretas na conduta):

A) Realizar tipagem de alta resolução para HLA-A, B, C, DRB1 e DQB1 é conduta obrigatória recomendada pelo Ministério da Saúde e sociedades internacionais para maior precisão e redução de riscos.

B) Compatibilidade alélica 8/8 (HLA-A, B, C e DRB1) é o padrão ouro em seleção de doador, conforme evidências científicas e protocolos (UpToDate, Diretrizes INCA/MS).

C) Buscar compatibilidade DQB1, na ausência de compatibilidade total em outros loci, é uma estratégia aceita, pois o impacto clínico do DQB1 é menor, mas sua compatibilidade pode beneficiar o resultado.

E) Pesquisar anticorpos anti-HLA de classes I/II no soro do receptor é boa prática clínica para evitar rejeição mediada por anticorpos, especialmente quando doador é incompatível.

Estrategicamente: Atenção a termos como “incompatibilidade de antígenos ao invés de alelos” – muitos candidatos confundem os conceitos. Antígeno = diferenças mais amplas; alelo = variantes de mesmo antígeno.

Segundo o Ministério da Saúde (Tópicos em TCTH): “A preferência é por doador com o menor grau de incompatibilidade possível, privilegiando sempre a compatibilidade nos antígenos HLA de maior impacto imunológico [...].”

Dica prática: Busque sempre identificar a alternativa que contraria protocolos ou diretrizes reconhecidas!

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Para a seleção de um doador não-aparentado de medula óssea (MO) ou sangue periférico (SP) para um transplante de células tronco hematopoéticas (TCTH), é essencial realizar uma tipagem de alta resolução para os locos HLA-A, B, C, DRB1 e DQB1. É importante escolher um doador com uma compatibilidade alélica 8/8 (HLA-A, B, C e DRB1) ou DQB1, na falta de compatibilidade HLA-A, B, C e DRB1. No entanto, a opção incorreta seria escolher um doador com incompatibilidade de antígenos ao invés de alelos, como mencionado na alternativa D. Isso porque a incompatibilidade aumenta o risco de rejeição do transplante e pode causar complicações graves no receptor. Portanto, a escolha de um doador compatível com HLA é crucial para o sucesso do transplante.

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