Em relação ao tromboembolismo pulmonar, é INCORRETO afirmar que
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Tema central da questão: O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma condição potencialmente fatal, cujo diagnóstico exige avaliação clínica e uso racional dos exames laboratoriais e de imagem. O uso do Dímero-D e a probabilidade clínica pré-teste são essenciais para condução diagnóstica e tratamento.
Análise da alternativa INCORRETA (A):
“Diante de um alto grau de suspeição e Dímero-D normal, deve-se iniciar tratamento e posterior Angio-TC.”
Justificativa: De acordo com as Diretrizes Brasileiras para o Tratamento Farmacológico do TEP (SBPT), em sua seção sobre diagnóstico: “Se o Dímero-D é negativo, exclui TEP nos doentes com probabilidade clínica baixa ou intermediária e não deve ser solicitado em doentes com alta probabilidade clínica.” O Dímero-D, por ser altamente sensível, apenas exclui TEP em pacientes com baixa ou intermediária chance clínica. Em casos de alta probabilidade clínica, indícios clínicos se sobrepõem ao valor do exame, exigindo exames de imagem imediatos (Angio-TC) e, se o paciente estiver instável, início de tratamento empírico, sem depender do Dímero-D. Portanto, iniciar tratamento baseado apenas em Dímero-D normal e suspeição elevada está incorreto!
Análise das alternativas CORRETAS:
B) O infarto pulmonar geralmente indica TEP de pequena monta e é frequentemente doloroso.
Correto.
C) Dispneia, síncope e hipotensão caracterizam TEP massivo, indicando tratamento trombolítico de urgência.
Esses são sinais de instabilidade hemodinâmica — diretriz padrão orienta trombólise nestes casos (SBPT, diretrizes internacionais).
D) O Rx de tórax normal ou próximo da normalidade é frequente no TEP.
Isso é clássico; o achado radiológico mais comum no TEP é uma radiografia de tórax sem alterações significativas, o que reforça a necessidade de exames específicos para diagnóstico (UpToDate; Harrison’s, 21ª ed.).
Dica para prova: Fique atento a comandos como “alto grau de suspeição” e empregue o raciocínio clínico atual: nem sempre exames laboratoriais excluem doenças graves em pacientes de alta predição clínica! Pegadinhas comuns envolvem indicações indevidas do Dímero-D — lembre-se dessa limitação.
Resumo: A alternativa A é incorreta pois não respeita as diretrizes ao interpretar o Dímero-D em pacientes com probabilidade clínica alta.
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Ou seja, D-dímero exclui diagnóstico?
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