Paciente idosa, 72 anos, internada na unidade de clínica méd...

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Ano: 2025 Banca: UFMG Órgão: UFMG Prova: UFMG - 2025 - UFMG - Técnico em Enfermagem |
Q3451866 Enfermagem
Paciente idosa, 72 anos, internada na unidade de clínica médica com diagnóstico de insuficiência cardíaca descompensada e diabetes mellitus tipo 2, apresenta edema em membros inferiores (+++/4+) e dispneia aos mínimos esforços. A prescrição médica inclui furosemida 40 mg EV em bolus (2 minutos) e oxigenoterapia por cateter nasal a 2 L/min. Ao iniciar a administração do diurético, o técnico de enfermagem percebe que injetou o medicamento no frasco de soro, regulado para infundir a 60 mL/h, quando deveria ter administrado em bolus conforme prescrito.

Considerando os princípios de segurança do paciente, assinale a única conduta correta que o técnico de enfermagem deve adotar nessa situação.
Alternativas

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Alternativa correta: D

Tema central: A questão trata da administração segura de medicamentos e da conduta frente a um erro de preparação na enfermagem, abordando o princípio da segurança do paciente e a comunicação efetiva na equipe multidisciplinar.

Resumo teórico: A administração de medicamentos exige que o profissional siga rigorosamente a prescrição médica quanto à dosagem, via, velocidade e forma de administração. O erro apresentado corresponde à administração inadvertida de um diurético (furosemida) de forma diluída e lenta, contrariando a prescrição em bolus, o que pode comprometer a eficácia do tratamento.

Segundo o Protocolo de Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos (Ministério da Saúde, 2013) e o COFEN 564/2017, ao identificar um erro, o profissional deve interromper a administração, avaliar o paciente, notificar o enfermeiro responsável e registrar o ocorrido. Isso garante uma resposta segura, evita danos e responsabiliza a equipe de forma ética.

Justificativa da alternativa D: Ao interromper a infusão, avaliar a paciente, comunicar imediatamente o enfermeiro e preparar uma nova dose conforme a prescrição, o técnico de enfermagem cumpre todos os protocolos de segurança, atua de forma ética e resguarda a paciente e a equipe.

Análise das alternativas incorretas:

A: Manter a infusão lenta pode atrasar a ação do medicamento, além de não corrigir o erro. Apenas comunicar ao médico depois não é suficiente.

B: Completar a infusão errada e apenas registrar não resolve o problema nem garante a segurança do paciente.

C: Preparar nova dose sem comunicar a equipe é uma falha ética grave, pois esconde o erro e pode causar danos ou duplicidade de dose.

Dicas para interpretação: Procure termos como “imediatamente”, “comunicar” e “conforme prescrição” nas alternativas, pois geralmente indicam condutas seguras. Fique atento a propostas de “esconder”, “não comunicar” ou “manter erro”, que são pegadinhas frequentes.

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  1. Interromper a infusão: A primeira e mais urgente medida é parar o erro. O medicamento está sendo administrado de forma errada, e cada segundo de infusão pode agravar a situação, alterando o efeito terapêutico.
  2. Avaliar as condições clínicas da paciente: O técnico de enfermagem deve monitorar a paciente para identificar imediatamente qualquer reação adversa, como hipotensão, tontura ou desequilíbrio hidroeletrolítico, causados pela forma incorreta de administração.
  3. Comunicar imediatamente o enfermeiro responsável: A notificação do erro não é uma confissão de culpa, mas uma ferramenta vital para a segurança do paciente. O enfermeiro, por sua vez, deve informar o médico. Essa comunicação permite que a equipe tome decisões clínicas rápidas e assertivas, como a necessidade de monitoramento intensivo, exames laboratoriais ou a suspensão temporária de outras medicações. A cultura de segurança do paciente se baseia na notificação de erros para que se possa aprender com eles e evitar que se repitam.
  4. Preparar nova dose para administração conforme prescrição original: Após a avaliação e a comunicação, o profissional deve corrigir o erro, preparando uma nova dose e administrando-a da maneira correta, garantindo que o paciente receba o tratamento prescrito.

  • A e B sugerem manter a infusão incorreta ou justificá-la, o que pode comprometer a eficácia do tratamento e a segurança da paciente, já que a furosemida em bolus tem um efeito diurético muito mais rápido e potente do que em infusão lenta.

  • C está errada porque, embora sugira a interrupção e correção do erro, a falta de comunicação à equipe é uma falha grave. A comunicação é fundamental para a gestão do risco e para que o erro seja documentado, analisado e evitado no futuro. Ocultar o erro é uma atitude antiética e perigosa.

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