As hérnias da parede abdominal são condições comuns e sua c...

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Q3194372 Medicina
As hérnias da parede abdominal são condições comuns e sua classificação é essencial para o manejo cirúrgico adequado. Sobre os diferentes tipos de hérnia de parede abdominal e sua classificação, é correto afirmar que:
Alternativas

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Tema central: Classificação das hérnias da parede abdominal e sua relevância para conduta cirúrgica. Em topografia, distinguimos: inguinais (direta e indireta), femoral e ventrais (primárias: umbilical, epigástrica, de Spigelio; e incisionais).

Alternativa correta: EHérnia incisional surge em local de incisão cirúrgica prévia e é classificada como hérnia ventral, independentemente do quadrante da parede. Essa padronização é adotada por diretrizes internacionais (HerniaSurge/EHS) e pelos textos de referência (Schwartz’s Principles of Surgery). A classificação ventral abrange primárias e incisionais, e a TC é útil para planejamento cirúrgico.

Por que as outras estão erradas?

A) Diz que a hérnia inguinal direta passa pelo anel inguinal profundo e segue o cordão. Isso descreve a indireta. A direta protrui pelo triângulo de Hesselbach, medial aos vasos epigástricos inferiores, e não usa o anel profundo. (HerniaSurge; UpToDate)

B) A hérnia femoral é mais comum em mulheres, ocorre abaixo do ligamento inguinal (no canal femoral) e tem alto risco de encarceramento/estrangulamento. A assertiva inverte sexo, nível anatômico e risco. (HerniaSurge 2018/2023)

C) A hérnia umbilical é mais frequente em crianças, por falha de fechamento do anel umbilical; muitas fecham espontaneamente até 4–5 anos. Em adultos, associa-se a obesidade, multiparidade e ascite, mas não é “mais comum que em crianças”. (Schwartz; UpToDate)

D) A hérnia epigástrica ocorre na linha alba entre o apêndice xifoide e o umbigo, porém tipicamente é de pequeno defeito, muitas vezes contendo gordura pré-peritoneal; não costuma ser “grande” nem ter “alto risco” de encarceramento quando isolada. (Schwartz; EHS)

Dicas de prova (pegadinhas):

- Indireta: passa pelo anel profundo, é lateral aos vasos epigástricos e acompanha o cordão. Direta: defeito no Hesselbach, medial aos vasos.
- Femoral: sempre abaixo do ligamento inguinal e com maior risco de encarceramento.
- Ventral = primárias (umbilical, epigástrica, Spigelio) + incisionais.

Diagnóstico resumido: Exame físico com manobras de Valsalva/tosse; USG dinâmica para dúvidas; TC útil em ventrais/incisionais para medir defeito e planejar tela. (UpToDate; EHS)

Conduta em linhas gerais: Femoral → reparar precocemente (risco de estrangulamento). Umbilical infantil → observar até 4–5 anos, operar se grande/complicada. Ventral/incisional sintomática ou grande → reparar com tela, preferencialmente técnica conforme diretrizes HerniaSurge/EHS.

Referências: HerniaSurge/EHS Guidelines (2018; updates 2023); Schwartz’s Principles of Surgery; UpToDate (Overview of abdominal wall hernias).

Gabarito: E.

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