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Q3451849 Português
Texto I




Biscoito recheado pode tirar até 39 minutos de vida


Pesquisa avaliou o impacto dos 33 alimentos que mais contribuem para a ingestão energética dos brasileiros


     Publicada na revista científica International Journal of Environmental Research and Public Health (Revista Internacional de Pesquisa Ambiental e Saúde Pública), pesquisa de cientistas da USP (Universidade de São Paulo), da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e da Universidade Técnica da Dinamarca (DTU) indica que o brasileiro perde em média 6 minutos de vida por porção de comida se consumida com frequência, apontando um padrão alimentar que pode estar contribuindo para o aumento de doenças crônicas não transmissíveis no país. As perdas são referentes a um consumo ao longo da vida, ou seja, frequente, e não a um consumo imediato por porção. Para medir esse tempo, a análise foi feita usando um sistema desenvolvido por pesquisadores americanos que estima minutos de vida ganhos ou perdidos conforme as características nutricionais dos itens.

      O estudo avaliou o impacto dos 33 alimentos que mais contribuem para a ingestão energética dos brasileiros, e o pior deles foi o biscoito recheado. Em ordem, os piores alimentos avaliados foram o biscoito recheado (-39,69 minutos), a carne suína (-36,09 minutos) e a margarina (-24,76 minutos). Já as melhores avaliações ficaram com peixe de água doce (+17,22 minutos), banana (+8,08 minutos) e feijão (+6,53 minutos).

        Os resultados mostram que a maior parte dos alimentos mais consumidos no Brasil foram avaliados negativamente, estando associados à perda de minutos de vida. Segundo os pesquisadores, os dados não indicam necessariamente que toda refeição com esses alimentos tira minutos de vida de forma imediata, mas alertam para o desequilíbrio geral do padrão alimentar atual do brasileiro. O estudo constata que, apesar de ter alimentos benéficos, como arroz, feijão e banana, a dieta brasileira está marcada pelo aumento de consumo de carnes e alimentos ultraprocessados, em detrimento de frutas e verduras.

    “Isso pode estar contribuindo para o aumento de doenças crônicas não transmissíveis, como a diabetes”, diz Marhya Júlia Leite, nutricionista e mestranda no Programa de Pós-Graduação em Nutrição em Saúde Pública na Faculdade de Saúde Pública da USP, uma das autoras do artigo. “Isso reforça a importância de buscar um equilíbrio, com maior presença de vegetais na dieta e menor consumo de produtos animais”, afirma Leite. Segundo ela, os dados podem auxiliar na orientação de políticas públicas que incentivem o consumo de alimentos vegetais e reduzam o consumo de ultraprocessados.


BISCOITO recheado pode tirar até 39 minutos de vida. Jornal O Tempo [online], Belo Horizonte, 09 de maio de 2025. Disponível em: https://www.otempo.com.br/saude-e-bem-estar/2025/5/9/biscoito-recheado-pode-tirar-ate-39-minutos-de-vidasaudavel-diz-estudo-brasileiro?appId=aemshell. Acesso em: 10 mai. 2025. (Adaptado).








Texto II 




Dicas de nutricionistas para se alimentar melhor em 2025


        Confira uma lista de hábitos que vão te ajudar a comer de maneira mais saudável, com consciência e prazer


    Com a rotina cada vez mais agitada, pode ser difícil fazer escolhas alimentares equilibradas. Para te ajudar nesse processo, conversamos com especialistas em nutrição, que compartilharam três dicas práticas e eficazes para melhorar a sua dieta ao longo do ano.

Dica 1: Inclua mais frutas, verduras e legumes na alimentação


“Os vegetais são fontes riquíssimas de vitaminas, minerais e fibras, nutrientes essenciais para o bom funcionamento do organismo e a prevenção de diversas doenças”, explica Fabiana Gusmão Mairo, nutricionista na Clínica Neo Vita, em São Paulo. Por isso, a inclusão de uma boa variedade de vegetais e frutas no dia a dia é fundamental para promover saúde, longevidade e bem-estar.


Dica 2: Reduza o consumo de carnes vermelhas


    “O consumo excessivo de carne vermelha tem sido associado ao desenvolvimento de diversas doenças, como problemas cardiovasculares, diabetes tipo 2 e até alguns tipos de câncer, especialmente o colorretal”, alerta Fabiana Gusmão Mairo. Ela orienta que, para uma dieta mais equilibrada, é importante variar as fontes de proteína, incluindo opções como peixes, aves, ovos, leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico) e fontes vegetais como tofu e quinoa.


Dica 3: Consuma mais peixes

    “O consumo regular de peixes, ricos em ômega-3, traz inúmeros benefícios. Esse nutriente essencial ajuda a reduzir a inflamação no organismo, melhora o perfil lipídico ao aumentar os níveis de HDL (colesterol bom) e diminui os níveis de triglicerídeos, além de proteger contra doenças cardiovasculares”, explica Fabiana. A nutricionista completa que é importante também optar por preparações mais saudáveis, como grelhado, assado ou cozido, evitando frituras para não comprometer os benefícios nutricionais dos peixes.



MAGALHÃES, S. Dicas de nutricionistas para se alimentar melhor em 2025. Vogue, São Paulo, 02 de fevereiro de 2025. Disponível em: https://vogue.globo.com/wellness/noticia/2025/02/8-dicas-de-nutricionistas-para-se-alimentar-melhor-em2025.ghtml. Acesso em: 10 mai. 2025. (Adaptado).

Considerando a modalidade padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa que apresenta a classificação incorreta da oração subordinada em destaque.  
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Tema central: A questão exige o reconhecimento e a correta classificação das orações subordinadas adjetivas e substantivas na norma-padrão, conteúdo fundamental para provas de Língua Portuguesa em concursos públicos, segundo gramáticas de referência como Bechara e Cunha & Cintra.

Comentário da Alternativa Correta (B):

A alternativa B está incorreta porque classifica erroneamente como adjetiva uma oração que, na realidade, é subordinada substantiva objetiva direta. Veja:

Em “Os resultados mostram [que a maior parte dos alimentos mais consumidos no Brasil foram avaliados negativamente]”, o trecho destacado exerce a função de objeto direto do verbo “mostrar”, sendo introduzido por conjunção integrante “que” – marca típica das orações subordinadas substantivas. Não há um substantivo anterior que exija explicação ou qualificação direta da oração, característica das adjetivas.

Análise das alternativas incorretas:

A) “O estudo avaliou o impacto dos 33 alimentos [que mais contribuem para a ingestão energética dos brasileiros]” – a oração destacada é adjetiva, pois “que” retoma “alimentos”, qualificando-o. Exerce função semelhante ao adjetivo, conforme a regra: “Orações subordinadas adjetivas qualificam um termo antecedente e são iniciadas por pronome relativo” (Cunha & Cintra).

C) “Os dados não indicam necessariamente [que toda refeição com esses alimentos tira minutos de vida de forma imediata]” – Oração substantiva objetiva direta. Completa o sentido do verbo “indicar”, funcionando como objeto direto.

D) “O estudo constata [que a dieta brasileira está marcada pela crescente de consumo de carnes]” – Também é substantiva objetiva direta, iniciada por “que” e completando o verbo “constatar”.

Destaque didático:

Para diferenciar: adjetivas qualificam um substantivo antecedente; substantivas desempenham funções de substantivo (sujeito, objeto etc.), normalmente introduzidas por conjunção integrante “que”. O Manual de Redação Oficial reforça: utilize a classificação conforme a relação estabelecida na frase, sempre observando o termo antecedente e a função exercida na oração principal.

Estratégia: Sempre questione: “A oração explica/qualifica um substantivo anterior (adjetiva) ou completa o sentido do verbo (substantiva)?” Esse raciocínio evita deslizes comuns em provas.

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Comentários

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No trecho: “Os resultados mostram [que a maior parte dos alimentos mais consumidos no Brasil foram avaliados negativamente] [...].”

A oração é subordinada substantiva objetiva direta, ou seja, o "que" é conjunção integrante e introduz um objetivo direto.

rev

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