Qual é a complicação mais provável após um retrocesso amplo...
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Tema central: Cirurgia de estrabismo (reto superior) em DVD e suas repercussões palpebrais. O reto superior (RS) tem conexões fasciais com o levantador da pálpebra superior (LPS). Em retrocessos amplos, se essas conexões não forem liberadas, há tração anômala sobre o LPS, alterando a posição da pálpebra.
Alternativa correta: C — Retração da pálpebra superior.
Justificativa: Em um retrocesso amplo do RS (≈15 mm) para tratar DVD, a ausência de liberação adequada das conexões entre a bainha do RS e o LPS mantém um “tether” (ponte fibrosa). Ao posicionar o RS muito posteriormente, essa ponte aumenta a tensão sobre o LPS, resultando em elevação excessiva da pálpebra, isto é, retração palpebral superior. Esse fenômeno é bem descrito em textos clássicos (Rosenbaum & Santiago; Wright’s Color Atlas of Strabismus) e revisões do UpToDate sobre cirurgia do RS em DVD, que recomendam a dissecção cuidadosa das conexões RS–LPS para evitar alterações palpebrais.
Estratégia de prova: Identifique as palavras-chave: “retrocesso amplo (15 mm)” + “sem liberação das conexões RS–LPS”. Isso aponta para alteração palpebral por tração, mais especificamente retração, e não ptose.
Análise das alternativas incorretas:
A) Ptose completa por lesão do ligamento de Whitnall: pouco provável. O ligamento de Whitnall situa-se superiormente, relacionado ao LPS; sua lesão causa ptose importante, mas não é a complicação típica de um retrocesso do RS. A questão destaca a não liberação das conexões RS–LPS, que leva a tração e retração, não a lesão estrutural de Whitnall.
B) Ptose leve por desinserção do músculo de Müller: o músculo de Müller está no interior da pálpebra, usualmente envolvido em cirurgias palpebrais. Não é o alvo na cirurgia do RS; sua desinserção não é o mecanismo esperado aqui. O problema descrito é fascial RS–LPS, gerando retração, não ptose.
D) Pseudoptose devido fibrose: fibrose tardia poderia, teoricamente, alterar posição palpebral, mas não é a complicação mais provável nem a que se associa diretamente ao não desligamento das conexões RS–LPS. A consequência imediata e clássica é a retração palpebral superior.
Aplicação prática: Em retrocessos grandes do RS para DVD (com ou sem fixação posterior), realize liberação meticulosa da bainha do RS e das conexões com o LPS para evitar retração palpebral. Avalie o contorno da pálpebra no intraoperatório.
Referências úteis: Rosenbaum & Santiago – Clinical Strabismus Management; Wright – Color Atlas of Strabismus Surgery; UpToDate – Surgical management of vertical strabismus and DVD.
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