Considere o caso em hipótese: Durante o atendimento em uma ...

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Q3914998 Enfermagem
Considere o caso em hipótese:

Durante o atendimento em uma UBS, uma Enfermeira avalia um homem de 32 anos que apresenta lesões cutâneas difusas, inclusive em palmas das mãos e plantas dos pés, além de linfadenomegalia generalizada. O usuário relata relação sexual desprotegida há cerca de dois meses e nega diagnóstico prévio de sífilis. Não há registros anteriores de testagem para IST no prontuário. Considerando as recomendações para o diagnóstico da sífilis e o papel do Enfermeiro na APS, é CORRETO afirmar que:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Na suspeita de sífilis com histórico prévio desconhecido, a investigação deve começar preferencialmente por teste treponêmico, especialmente teste rápido na APS, e o resultado precisa ser interpretado com a clínica e o histórico do usuário; como o caso é compatível com sífilis secundária e não há registro prévio de testagem, a alternativa correta é D.

Tema central: Diagnóstico da sífilis na APS
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque a sífilis não deve ser confirmada apenas pela avaliação clínica. Embora o quadro seja sugestivo, o diagnóstico recomendado é clínico-laboratorial, com testagem associada à clínica e ao histórico.
B
Errada
Errada porque o teste não treponêmico não é o único exame indicado nas fases sintomáticas e não é o início preferencial do fluxo quando o histórico prévio é desconhecido. As recomendações atuais favorecem começar por teste treponêmico, especialmente teste rápido na APS.
C
Errada
Errada porque o diagnóstico da sífilis não deve ser baseado exclusivamente em testes não treponêmicos, independentemente da fase. Esses testes têm papel importante, mas não constituem critério diagnóstico exclusivo universal; a interpretação deve integrar teste treponêmico, contexto clínico e histórico.
D
Certa
A alternativa D está de acordo com o fluxo diagnóstico recomendado pelo Ministério da Saúde: iniciar a investigação por teste treponêmico, preferencialmente teste rápido, sobretudo quando não se conhece o histórico de sífilis, e correlacionar os resultados laboratoriais com sinais, sintomas, fase clínica e antecedentes. Isso se aplica ao caso, que traz quadro clínico sugestivo e ausência de testagem prévia registrada.
Pegadinha da questão
A banca explorou a ideia de que um quadro típico de sífilis secundária dispensaria laboratório e a confusão entre teste não treponêmico e exame inicial obrigatório e exclusivo.
Dica para questões semelhantes
  • Em sífilis, não confirme diagnóstico só pela clínica: a lógica correta é clínico-laboratorial.
  • Se o histórico prévio de sífilis é desconhecido, a investigação preferencialmente se inicia por teste treponêmico, especialmente teste rápido na APS.
  • Teste não treponêmico não é exame exclusivo de fase sintomática nem base única do diagnóstico.
  • Na interpretação dos testes, sempre confira se a alternativa integra resultado laboratorial com sinais, sintomas e histórico de tratamento prévio.

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