“O tempo é uma cadeira ao sol, e nada mais” (Carlos Drummond...
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta global sobre a vigilância na proliferação de infecções provocadas pelo zika vírus. De acordo com o Estadão, a indicação é de que os pacientes permaneçam isolados.
O comunicado da OMS frisou o aumento de nascimentos de bebês com microcefalia e casos da síndrome de Guillain-Barré, identificados no Brasil. Há um reconhecimento do vírus em relação ao crescimento desses casos e o país planeja um protocolo específico para as grávidas.
No Brasil, os números de microcefalia avançaram para 1.248. O registro de mortes por zika vírus, até o momento, foram três: dois adultos e um recém-nascido. A recomendação é de reforçar os sistemas de vigilância, para beneficiar um atendimento e detecção mais eficaz das infecções.
As autoridades foram instruídas a ficar alertas para uma possível dispersão do vírus para outras regiões, além de observar as complicações neurológicas e doenças autoimunes em pacientes. A má-formação no cérebro de bebês também foi um destaque no documento.
Eventuais formas de transmissão da doença, de acordo com O Globo, podem ir além das picadas do Aedes aegypti: pelo sêmen, transfusão de sangue ou pelo leite materno. Os pesquisadores apontam para evidências nas quais os vírus são encontrados nos três tipos de fluidos corporais, mas vale lembrar que os estudos sobre o Zika ainda são escassos: existem cerca de 200 publicações científicas, contra mais de 14.500 sobre dengue, por exemplo.
Segundo o infectologista Celso Granato, em entrevista ao jornal O Globo, existe um risco de epidemia no Rio de Janeiro. "Por enquanto, a Secretaria Estadual de Saúde registra 21 ocorrências da malformação, 15 delas somente no segundo semestre deste ano. O risco de epidemia de Zika no Rio é real, mas a gente ainda não tem como dimensionar o tamanho desse risco", acredita.
http://epoca.globo.com/tempo/filtro/noticia/2015/12/oms-alerta-para-reforcar-vigilancia-de-infeccoes-provocadas-pelo-zika-virus.html
“O tempo é uma cadeira ao sol, e nada mais” (Carlos Drummond de Andrade) A figura de linguagem utilizada no fragmento acima denomina-se:
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Tema central da questão: Figuras de Linguagem. Trata-se de uma abordagem fundamental para concursos na área de Língua Portuguesa, pois saber distinguir as diversas figuras de linguagem amplia a habilidade de interpretação textual, ferramenta essencial para o cargo de Professor - Educação Infantil.
Justificativa da Alternativa Correta (C – Metáfora): A metáfora é uma das figuras de linguagem de maior ocorrência em textos literários e jornalísticos. Ela ocorre quando há uma comparação implícita entre dois elementos, transferindo o sentido de um termo para outro por analogia, sem o uso de conectivos comparativos explícitos como “como”, “tal qual”, “parecido com”.
No fragmento “O tempo é uma cadeira ao sol, e nada mais”, há uma atribuição ao tempo das características de uma “cadeira ao sol”, ou seja, sugere-se que o tempo pode ser algo a ser desfrutado, confortável, tranquilo. Não há comparação explícita, mas sim uma identificação poética entre “tempo” e “cadeira ao sol”, que caracteriza a metáfora.
Por que as demais alternativas estão incorretas?
A) Hipérbato: É a inversão da ordem direta dos termos na frase (ex.: “Das flores colhi perfume”). No trecho, a ordem syntaxica está mantida, portanto, não há hipérbato.
B) Sinédoque: Figura relacionada à metonímia, usando a parte pelo todo ou o todo pela parte (“O Brasil venceu” ao invés de “A seleção brasileira venceu”). Não há esse tipo de relação no fragmento.
D) Catacrese: Consiste no uso de um termo emprestado por falta de palavra específica (“braço da cadeira”, “dente de alho”). Em “cadeira ao sol”, temos apenas uma comparação imaginativa, não a suplência vocabular que caracteriza a catacrese.
E) Paradoxo: Ocorre quando ideias opostas aparecem juntas ("O silêncio ensurdecedor"). O trecho não apresenta ideias contraditórias.
Estratégias para resolver questões assim:
Identifique se há uma comparação implícita (metáfora), inversão sintática (hipérbato), uso por partes ou todo (sinédoque), extensão por falta de termo (catacrese) ou contradição (paradoxo). A leitura atenta e o reconhecimento desses conceitos são chaves para não cair em pegadinhas.
Referências: Bechara (Moderna Gramática Portuguesa) e Cunha & Cintra (Nova Gramática) tratam a metáfora como comparação subentendida, reforçando o gabarito.
Alternativa correta: C) Metáfora.
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