Homem, 40 anos, com história de dispneia progressiva há cerc...
Homem, 40 anos, com história de dispneia progressiva há cerca de seis meses. Etilista crônico. Em uso de Furosemida 80 mg ao dia, Enalapril 40 mg ao dia, Carvedilol 12,5 mg ao dia.
Exame físico: FC= 96 bpm; arrítmico; TA= 140/80 mmHg.
MVBD com creptos em 1/3 inferior de ambos HTx.
Apresentava sopro sistólico em foco mitral grau III.
Extremidades: edema +++ em MMII.
Ecocardiograma transtorácico: Diâmetro diastólico= 63 mm; Diâmetro sistólico= 54 mm; FE= 27%;
Valva mitral com aspecto morfológico normal, apresentando falha de coaptação dos folhetos e insuficiência importante.
Holter 24h: extrassístoles ventriculares frequentes, taquicardia ventricular não sustentada.
Considerando esse caso clínico, a melhor conduta para esse paciente é aumentar a dose
Gabarito comentado
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Gabarito: E
Fundamento decisivo: O dado decisivo é a insuficiência mitral funcional em miocardiopatia dilatada: a valva é morfologicamente normal, mas há falha de coaptação dos folhetos, com FE de 27% e sinais claros de congestão. Nesse cenário, a melhor conduta imediata é otimizar o tratamento clínico da insuficiência cardíaca, com ajuste de diurético e IECA, antes de considerar intervenção valvar ou CDI. A presença de extrassístoles ventriculares frequentes e TV não sustentada não torna o CDI a resposta primária do caso.
- Se a valva mitral é morfologicamente normal e há falha de coaptação em ventrículo dilatado, pense em insuficiência mitral funcional e trate primeiro a insuficiência cardíaca.
- Na IC com crepitações e edema importante, a prioridade prática é descongestão com ajuste de diurético; aumento de betabloqueador não é o passo mais imediato.
- TV não sustentada e extrassístoles frequentes aumentam risco, mas não substituem a etapa de otimização clínica da IC como melhor conduta inicial.
- Quando a alternativa com digoxina aparecer nesse contexto, ela se sustenta como adjuvante sintomático na insuficiência cardíaca sistólica, não como tratamento da arritmia ventricular.
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