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Q3508701 Economia
A partir de meados dos anos de 1990, com o movimento de desestatização, verificou-se que, em diversos setores nos quais havia a presença exclusiva ou predominante do Estado como fornecedor de bens e serviços, a iniciativa privada passou a ser a ofertante. Nesse contexto, setores como o de energia elétrica passaram a demandar a atuação regulatória do Estado, dado que são exemplos de 
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Setores como o de energia elétrica, saneamento básico e telecomunicações são considerados monopólios naturais. Isso significa que o custo fixo de instalação da infraestrutura (como redes elétricas ou de distribuição de água) é muito alto.

Isso torna ineficiente a duplicação da infraestrutura por múltiplas empresas — daí a tendência à existência de apenas um fornecedor.

Mesmo após a privatização, o Estado permanece atuando como regulador, para evitar abusos de poder de mercado.

Em monopólios naturais o custo de instalação (custo para criação de toda a estrutura) é altíssimo. Entretanto, o custo marginal (aumento do custo devido a produção adicional de uma unidade) é baixo. Dessa forma, a entrada de concorrentes é inviabilizada.

Imagine o custo para criar toda uma rede de saneamento em uma cidade, levando em conta todas as tubulações, maquinários etc. Concorda comigo que esse custo é super alto? Entretanto, depois da rede ser instalada os custos decrescem bastante. Comparativamente, é muito barato adicionar apenas mais um cidadão/cliente a rede de saneamento.

O setor de energia elétrica é um exemplo clássico de monopólio natural, uma estrutura onde a presença de apenas uma empresa é mais eficiente para o mercado devido às economias de escala.

Essa condição ocorre porque esses setores demandam custos fixos de implantação bastante elevados, como a construção de usinas e redes de transmissão, o que resulta em custos médios e custos marginais decrescentes à medida que a produção aumenta.

Por ser o único ofertante e possuir barreiras de entrada para novos competidores, o monopolista natural exige a atuação regulatória do Estado para evitar a cobrança de preços excessivos e garantir a eficiência social, geralmente fixando o preço no nível do custo médio para assegurar que a empresa não opere com prejuízo.

FONTE: ESTRATÉGIA

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