A respeito da hanseníase, assinale a alternativa correta.
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Tema central: Hanseníase e neurite
A questão aborda questões clínicas e terapêuticas da hanseníase, doença infecciosa crônica que acomete pele e nervos periféricos. Um dos maiores desafios do manejo é reconhecer e tratar as complicações neurológicas, principalmente a neurite e a dor neuropática.
Alternativa correta: C – “A dor neuropática deve ser considerada nas neurites não responsivas à prednisona.”
Justificativa: Conforme diretrizes do Ministério da Saúde:
“Em casos de neurite não responsiva à prednisona, deve-se considerar a possibilidade de dor neuropática, que pode necessitar de tratamento específico com medicamentos adjuvantes.” Isso indica que, além do processo inflamatório, o dano neural pode originar um quadro de dor neuropática, cuja abordagem inclui fármacos como antidepressivos tricíclicos ou anticonvulsivantes, e não apenas corticosteroides.
Em provas, atenção ao termo “não responsivas à prednisona” – indica o esgotamento da abordagem anti-inflamatória, exigindo outro raciocínio terapêutico.
Análise das alternativas incorretas:
A) Hanseníase Borderline não apresenta máculas equimóticas/necróticas ulceradas como manifestação típica; tal descrição sugere púrpura (não hanseníase) ou vasculites. Na hanseníase, as máculas são hipocrômicas ou eritematosas com perda de sensibilidade.
B) O regime de poliquimioterapia (PQT) é definido pela carga bacilar (multibacilar/paucibacilar), independentemente do HIV. Co-infecção por HIV não modifica o regime terapêutico segundo o Ministério da Saúde.
D) O nervo mais acometido na hanseníase é o ulnar (principalmente no cotovelo), seguido pelo tibial posterior. O radial é menos afetado.
E) Embora pacientes multibacilares tenham maior acometimento neural, a perda de sensibilidade pode ocorrer em qualquer forma. O critério para classificar multibacilar não depende apenas do grau de sensibilidade.
Estratégia de prova:
Desconfie de descrições clínicas que tragam achados não classicamente associados à hanseníase. Atente para termos absolutos e atalhos terapêuticos inadequados. Baseie-se sempre em protocolos oficiais, como os do Ministério da Saúde.
Conclusão: Conhecimento em hanseníase exige domínio de clínica, terapêutica e complicações. Reconhecer a dor neuropática é determinação das diretrizes e diferencial para evitar incapacidades!
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