Observe as afirmativas a seguir, em relação à doença de Moy...
I. O estágio 3 de Suzuki de progressão angiográfica corresponde ao desenvolvimento de colaterais da artéria carótida externa.
II. A radioterapia craniana é um fator de risco.
III. A revascularização direta é feita habitualmente com anastomose da artéria temporal superficial para a artéria carótida interna.
Das afirmativas acima:
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Vamos analisar a questão sobre a doença de Moyamoya, que é uma condição rara caracterizada por estreitamento progressivo das artérias intracranianas, especificamente a artéria carótida interna e suas ramificações. Isso leva ao desenvolvimento de uma rede de vasos colaterais, que parecem uma "nuvem de fumaça" no exame angiográfico, daí o nome "Moyamoya", que significa "nuvem de fumaça" em japonês.
Para resolver a questão, vamos examinar cada afirmativa:
I. O estágio 3 de Suzuki de progressão angiográfica corresponde ao desenvolvimento de colaterais da artéria carótida externa.
Esta afirmativa está incorreta. No estágio 3 de Suzuki, começa a haver uma diminuição do fluxo nas artérias principais e um desenvolvimento de colaterais, mas estas são predominantemente da artéria carótida interna e não da carótida externa. O foco é na formação das colaterais que intentam compensar a redução do fluxo nas artérias intracranianas principais.
II. A radioterapia craniana é um fator de risco.
Esta afirmativa está correta. A radioterapia craniana é reconhecida como um fator de risco para o desenvolvimento da doença de Moyamoya, especialmente em pacientes que receberam tratamento para tumores cerebrais na infância. A radiação pode levar a alterações vasculares progressivas nas artérias intracranianas.
III. A revascularização direta é feita habitualmente com anastomose da artéria temporal superficial para a artéria carótida interna.
Esta afirmativa está incorreta. Na prática, a revascularização direta é feita através de anastomose entre a artéria temporal superficial e a artéria cerebral média ou suas ramificações, e não diretamente com a artéria carótida interna. Este procedimento visa melhorar a circulação sanguínea no cérebro ao criar um novo canal para o fluxo de sangue.
Portanto, a alternativa B é a correta, pois apenas a afirmativa II está correta.
Referências importantes incluem o Harrison’s Principles of Internal Medicine e revisões recentes no UpToDate sobre a doença de Moyamoya, que reforçam os aspectos discutidos.
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doença de Moyamoya é uma vasculopatia oclusiva progressiva rara, caracterizada pelo estreitamento bilateral das artérias carótidas internas terminais e do círculo de Willis, com formação de colaterais finas e tortuosas ("puff de fumaça" em angiografia), levando a isquemias ou hemorragias cerebrais
Epidemiologia e CausasMais comum em crianças e adultos jovens asiáticos (incidência 3-10/100.000 no Japão), afeta ambos os sexos, com possível componente genético (mutações RNF213). Etiologia envolve fatores inflamatórios (infecções respiratórias prévias), autoimunes e ambientais, embora desconhecida.�Manifestações ClínicasEm crianças: AVC isquêmicos transitórios (AIT), hemiparesia, convulsões, cefaleia e déficits motores/sensoriais. Em adultos: hemorragias intracranianas (mais graves). Progressão leva a déficits cognitivos e AVC repetidos.
Diagnóstico e TratamentoAngiografia cerebral confirma o padrão clássico; RM/angio-RM mostram oclusões e colaterais. Tratamento é cirúrgico (bypass directo ou indireto, como encefaloduroarteriomiossinangiosse) para revascularização; antiagregantes e controle pressórico são adjuvantes.�
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