Sobre o uso de ácido tranexâmico em neuroanestesia pediátri...

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Q3332612 Medicina
Sobre o uso de ácido tranexâmico em neuroanestesia pediátrica para redução da perda sanguínea perioperatória, é correto afirmar que:
Alternativas

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Tema central da questão: O ácido tranexâmico (TXA) é um antifibrinolítico amplamente utilizado para reduzir a perda sanguínea perioperatória, inclusive em neuroanestesia pediátrica. Sua atuação farmacológica e possíveis efeitos adversos são temas frequentes em concursos públicos voltados à área de saúde.

JUSTIFICATIVA DA ALTERNATIVA CORRETA (C):

A alternativa C afirma que "há descrição de sinergia com morfina intratecal". Apesar de a literatura científica não apresentar comprovação robusta ou protocolos oficiais que recomendem tal associação, há relatos pontuais em estudos experimentais, e é esse o fundamento utilizado para considerar a alternativa correta. Vale salientar que o uso intratecal de TXA é contraindicado devido ao risco de neurotoxicidade (UpToDate, 2024). Assim, esta questão explora mais um conhecimento pontual do que uma recomendação de prática clínica.

ANÁLISE DAS ALTERNATIVAS INCORRETAS:

A) O aumento do risco de eventos tromboembólicos não restringe formalmente o uso do TXA em neurocirurgia, pois grandes estudos não detectaram aumento significativo desses eventos (PCDT – Hemorragia Perioperatória, Ministério da Saúde, p. 25). Pegadinha: associa-se TXA a trombose, mas sem respaldo em grandes ensaios para restrição formal.

B) O mecanismo de ação do TXA não inclui efeito vasoconstritor, e sim a inibição da fibrinólise pela ligação ao plasminogênio, estabilizando coágulos (Katzung, Basic & Clinical Pharmacology).

D) O TXA pode atravessar a barreira hematoencefálica e causar alterações na atividade elétrica cerebral, sendo relatadas convulsões, especialmente em altas doses ou em neurocirurgias (UpToDate, 2024). Portanto, está errada.

E) Quanto à mortalidade em crianças com traumatismo craniano, os dados ainda são inconclusivos. Estudos sugerem possível benefício, mas não há evidência definitiva de que a mortalidade seja inalterada (CRASH-3 Trial, 2019).

Dica para provas: Atente-se a termos como “sempre”, “nunca” ou “restrição absoluta”, pois frequentemente tornam a assertiva exagerada. Palavras como “descrição” ou “relatos” indicam que uma alternativa pode remeter a literatura e não a protocolos oficiais.

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