O modelo de Lindhal para provisão de bens públicos é também ...
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- Proposto por Erik Lindahl (1919).
- Trata da provisão eficiente de bens públicos.
- Cada indivíduo revela sua disposição a pagar (propensão marginal a pagar) por quantidades adicionais do bem público.
- O governo fornece o bem até o ponto em que a soma das disposições marginais a pagar de todos os indivíduos = custo marginal de fornecimento.
- Como cada indivíduo tem uma disposição diferente, o resultado é chamado de “preços personalizados”: cada pessoa paga uma parcela proporcional ao benefício que percebe.
E) baseia-se nas propensões marginais, de cada indivíduo, à aquisição de um dado bem público.
A alternativa correta é a letra E:
O modelo de Lindahl, desenvolvido por Erik Lindahl em 1919, propõe uma solução teórica para a provisão eficiente de bens públicos. Ele parte da ideia de que cada indivíduo deve pagar um preço personalizado proporcional ao benefício marginal que recebe do bem público.
- Cada pessoa consome a mesma quantidade do bem público (já que ele é não rival), mas paga um valor diferente, de acordo com sua disposição marginal a pagar.
- A soma dos preços pagos por todos os indivíduos deve igualar o custo marginal de produção do bem.
- Isso gera uma situação de eficiência de Pareto, onde ninguém pode melhorar sua situação sem piorar a de outro.
O modelo de Lindahl busca resolver o problema de como financiar bens públicos de forma eficiente e justa, a ideia é que cada indivíduo pague uma “quota” ou preço personalizado proporcional à sua propensão marginal a pagar (ou seja, sua disposição individual para contribuir pelo consumo de uma unidade adicional do bem público), nesse arranjo:
- Cada indivíduo revela sua demanda por bens públicos.
- O governo soma verticalmente as curvas de demanda individuais (já que todos consomem a mesma quantidade de bem público) e o ponto ótimo ocorre onde a soma das disposições marginais a pagar é igual ao custo marginal de fornecer o bem.
- Cada um paga de acordo com sua avaliação marginal de benefício, caracterizando os “preços personalizados de Lindahl”.
Esse modelo é mais teórico do que prático, pois depende da revelação verdadeira das preferências (algo difícil de observar na realidade, dado o problema do free rider).
As alternativas:
(a)
INCORRETA. A regra ótima envolve custo marginal e não custo médio. Além disso, o critério não é benefício total de cada indivíduo, mas sim a soma das propensões marginais a pagar.
(b)
INCORRETA. O modelo é teórico, não empírico, e justamente reconhece que cada indivíduo tem uma propensão marginal distinta.
(c)
INCORRETA. O modelo não trabalha com “taxa média” igual para todos, mas sim com preços personalizados.
(d)
INCORRETA. O modelo exige exatamente o contrário: que cada indivíduo revele suas preferências.
(e) baseia-se nas propensões marginais, de cada indivíduo, à aquisição de um dado bem público.
CORRETA. Cada indivíduo paga de acordo com sua propensão marginal a pagar; por isso se fala em “preços personalizados”.
Portanto, o gabarito é a LETRA E. Resposta de outra plataforma.
O modelo de Lindahl define uma forma eficiente de prover bens públicos, onde cada indivíduo paga um imposto personalizado igual à sua utilidade marginal (disposição a pagar) pelo bem. O equilíbrio ocorre quando a soma dessas contribuições individuais (preços de Lindahl) iguala o custo marginal total de produção.
Principais Características e Funcionamento:
Preços Personalizados: Como os bens públicos não são rivais, o modelo propõe que pessoas que valorizam mais o bem paguem um valor maior, e vice-versa.
Eficiência (Regra de Samuelson): O nível de provisão é ótimo de Pareto, atingindo o ponto em que a soma das taxas marginais de substituição (TMS) é igual à taxa marginal de transformação (TMT).
Financiamento Consensual: Erik Lindahl, influenciado por Knut Wicksell, propôs que o custo dos serviços públicos fosse distribuído conforme o benefício recebido, permitindo consenso político.
Problemas do Modelo:
Carona (Free-rider): Indivíduos têm incentivo a mentir sobre sua real disposição a pagar, ocultando suas preferências para pagar menos, o que dificulta a implementação prática.
Informação: Assume que o governo conhece as curvas de demanda individuais.
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