No contexto do conhecimento sobre os pontos craniométricos, ...
Gabarito comentado
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Tema central: pontos craniométricos e sua correlação com marcos da superfície cerebral, úteis para planejar craniotomias e localizar áreas funcionais do córtex.
Alternativa correta: A – Estefânio (Stephanion)
O estefânio é o ponto do crânio onde a linha temporal superior cruza a sutura coronal. Na projeção cortical, esse marco se relaciona à região de transição entre o lobo frontal posterior e a porção superior do opérculo frontal, correspondendo à junção dos sulcos pré-central e frontal inferior. Essa correlação é utilizada em acessos frontoparietais para orientação sobre o córtex motor e áreas pré-frontais. Referências clássicas de anatomia cirúrgica (Gray’s Anatomy; Rhoton Collection) descrevem o estefânio como um guia superficial confiável para essa topografia.
Por que as outras alternativas estão incorretas?
B – Ptério: junção em “H” entre frontal, parietal, asa maior do esfenóide e temporal. Projeta-se sobre a cisura lateral (Silviana) e ramo anterior da artéria meníngea média, próximo ao giro frontal inferior (área de Broca no hemisfério dominante). Não se correlaciona com a junção dos sulcos pré-central e frontal inferior.
C – Astério: encontro das suturas lambdóide, parietomastóidea e occipitomastóidea. Marca a região do seio transverso-sigmoide na fossa posterior. Não tem relação com sulcos do lobo frontal.
D – Eurio: ponto mais lateral do crânio (maior largura biparietal). É um marco métrico, não sutural, e não guarda correspondência específica com sulcos corticais.
E – Opístio: ponto médio do bordo posterior do forame magno. Relaciona-se à junção bulbo-medular e estruturas da base posterior, sem vínculo com córtex frontal.
Estratégia para a prova:
- Associe ptério à cisura de Sylvius e meníngea média; astério a seios venosos da fossa posterior.
- Lembre que eurio é apenas o ponto de maior largura; opístio, margens do forame magno.
- Estefânio fica na sutura coronal ao nível da linha temporal superior, projetando-se sobre a transição pré-central–frontal inferior.
Referências úteis: Gray’s Anatomy (41ª ed.); Rhoton AL – Rhoton Collection (Neurosurgical Anatomy); Greenberg’s Handbook of Neurosurgery.
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