Substituindo-se a expressão “A gente” por “Nós”, a frase “A...
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Trabalho infantil: crianças impedidas em nome da sobrevivência
O trabalho infantil expõe a desigualdade e a indiferença ao direito de ser criança. “O trabalho infantil impede que crianças desenvolvam, em toda potência, suas habilidades e capacidades em um contexto saudável. Consiste na violação à regra constitucional de prioridade absoluta à garantia dos direitos às crianças e aos adolescentes. As consequências geram efeitos para toda a vida, alimentando o ciclo de pobreza e exclusão social”, ressalta Mariana Zan, advogada do Instituto Alana.
Segundo relatórios, 160 milhões de crianças e adolescentes vivem atualmente em situação de trabalho infantil no mundo, sendo cerca de 2 milhões de crianças e adolescentes no Brasil. Mais da metade tem entre 5 e 11 anos. Os números reforçam a cultura de que é normal crianças trabalharem para sobreviver. Vê-se que a sociedade ignora o direito à infância. No interior do Pará, encontramos o caso de Vilciney Silva. “Com nove anos, eu ia para a feira vender coxinha de manhã e pamonha à tarde. Nos fins de semana, eu vendia amendoim nas festas. Morava com meus avós e não tinha tempo para brincar nem estudar. A gente tinha que existir e se alimentar”, conta.
Hoje, pai de três meninos, faz questão de brincar quando estão juntos. Para ele, é o momento de alegria que descobriu já adulto. O trabalho durante a infância não era uma opção. Tinha que fazer. “Eu me questionava se ia conseguir as coisas sem a escola. Mas entre estudar e ter comida, a fome falava mais alto”, diz. Prestes a terminar o curso de licenciatura em Educação do Campo, ele quer seguir os estudos e fazer mestrado. Os sonhos do menino que trabalhava na feira foram adiados por muito tempo. “Percebi a necessidade de estudar e que, para o pobre, as dificuldades sempre acontecem, mas a gente não tem que desistir”, conclui.
(Célia Fernanda Lima. “Trabalho infantil: crianças impedidas em nome da sobrevivência”. Lunetas. 13.06.2022. Adaptado)
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Gabarito comentado
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Gabarito: A) Nós tínhamos que existir e nos alimentar.
Tema central: Concordância verbal e pronominal. A questão exige atenção às regras de concordância ao substituir “a gente” por “nós”.
Segundo a norma-padrão (Bechara, Cunha & Cintra), o sujeito “nós” corresponde à 1ª pessoa do plural. Essa mudança faz o verbo também ir para o plural (“tínhamos”) e exige o pronome reflexivo correspondente (“nos”).
Justificativa da alternativa correta:
Na alternativa A, temos:
• Sujeito: nós (1ª pessoa do plural)
• Verbo: tínhamos (correto: 1ª pessoa do plural)
• Pronome reflexivo: nos (concorda com “nós”)
Assim, respeita as duas regras essenciais:
- Concordância verbal: “nós tínhamos”
- Concordância pronominal: “nos alimentar”
Por que as outras alternativas estão erradas?
B Erro: Uso de “se” (3ª pessoa) ao invés de “nos” (1ª pessoa).
C Erro: Verbo no singular (“tinha”), sujeito no plural (“nós”) + “se” (pronome errado).
D Erro: Uso de “me” (1ª pessoa do singular) em vez de “nos” (1ª pessoa do plural).
E Erro: Verbo no singular (“tinha”) para sujeito plural (“nós”).
Estratégia para provas: Ao substituir “a gente” por “nós”, ajuste o verbo para o plural (“tínhamos”) e use sempre o pronome “nos”. Atenção a pronomes reflexivos: “nos” para “nós”, “me” para “eu”, “se” para ele/ela.
Resumo da regra segundo Bechara: “O pronome reflexivo deve concordar com o sujeito em pessoa e número.” E lembre: erros de concordância são comuns em provas!
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Comentários
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“A gente” 3 pessoa do singular
se colocar “Nós” seria a 1 Pessoa do pluaral, então precisamos concordar em número e em pessoa…
marquei a B, mas o correto é a A…
Nós tem que concordar com o verbo tinha, e o pronome “se” que é reflexivo…
logo a alternativa correta é a “A”
plural com verbo infinitivo e auxiliar
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