O manejo da Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM), que ...

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Q3916429 Medicina
O manejo da Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM), que cursa com secura vaginal e dispareunia, evoluiu além dos lubrificantes e do estrogênio vaginal. Novas terapias orais e locais buscam tratar a atrofia vulvovaginal. Analise as afirmativas a seguir sobre as terapias farmacológicas modernas para a SGM.
I.O Ospemifeno é um Modulador Seletivo do Receptor de Estrogênio (SERM) de terceira geração, administrado por via oral, que atua como agonista estrogênico no epitélio vaginal, promovendo a maturação epitelial e melhora da secura.
II.A Prasterona (DHEA) intravaginal é um hormônio esteroide que age localmente, sendo convertido intracelularmente em estrogênios e androgênios, e sua absorção sistêmica é mínima, não elevando os níveis de estradiol sérico acima da faixa da pós-menopausa.
III.O Laser de Dióxido de Carbono (CO2) fracionado vaginal é um tratamento hormonal que atua estimulando os receptores de progesterona no estroma vaginal, levando à neovascularização e síntese de colágeno.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS: 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A resposta depende de distinguir mecanismo farmacológico de intervenção física: o ospemifeno e a prasterona intravaginal estão corretos, enquanto o laser de CO2 não é terapia hormonal e não atua por receptores de progesterona; por isso, apenas I e II sustentam a alternativa C.

Tema central: Terapias modernas da SGM
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque inclui a afirmativa III. O laser de CO2 fracionado vaginal é método baseado em energia com efeito físico/térmico local e remodelamento tecidual, não tratamento hormonal. Portanto, não atua por estímulo de receptores de progesterona.
B
Errada
Incorreta por dois motivos objetivos: inclui a III, que atribui ao laser um mecanismo hormonal inexistente, e exclui a II, que está correta. A prasterona intravaginal age localmente por conversão intracelular em esteroides sexuais, com mínima repercussão sistêmica.
C
Certa
A alternativa C está correta porque reúne as duas proposições compatíveis com a farmacologia conhecida dessas terapias. O ospemifeno é um modulador seletivo do receptor de estrogênio de uso oral, com ação agonista no tecido vaginal, promovendo maturação epitelial e melhora de sintomas como secura e dispareunia. A prasterona intravaginal é DHEA de ação local, convertido intracelularmente em estrogênios e androgênios na mucosa vaginal, com baixa absorção sistêmica e manutenção do estradiol sérico na faixa da pós-menopausa.
D
Errada
Incorreta porque exclui a I e inclui a III. A I está correta, já que o ospemifeno é SERM oral com efeito agonista estrogênico no epitélio vaginal. A III permanece falsa porque o laser vaginal não é terapia hormonal nem age por receptores de progesterona.
Pegadinha da questão
A banca misturou terapias farmacológicas verdadeiras com uma descrição falsa do laser vaginal, tentando induzir a confusão entre melhora trófica tecidual por energia e mecanismo hormonal receptor-dependente; também explorou a falsa ideia de que SERM seria antiestrogênio puro em todos os tecidos.
Dica para questões semelhantes
  • Em SGM, diferencie primeiro terapia farmacológica hormonal/seletiva de método baseado em energia; isso costuma excluir descrições mecanísticas inventadas.
  • SERM não significa antagonismo universal: confira o tecido citado, porque o ospemifeno tem efeito agonista no epitélio vaginal.
  • Prasterona intravaginal deve ser lembrada como precursor esteroidal de ação intracrina local, e não como estrogênio vaginal sistêmico.
  • Se a alternativa atribuir ao laser receptores hormonais específicos, o mais provável é erro de mecanismo.

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