O rastreamento sorológico da toxoplasmose na gestação é rot...

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Q3916426 Medicina
O rastreamento sorológico da toxoplasmose na gestação é rotina no Brasil, visando identificar pacientes suscetíveis e casos de infecção aguda. O manejo da infecção aguda é crucial para prevenir a transmissão vertical. Analise as afirmativas sobre o tratamento da toxoplasmose aguda na gestante.
I.Em gestantes com diagnóstico de infecção aguda (IgM reagente e IgG de baixa avidez) antes de 30 semanas de gestação, a Espiramicina é o fármaco de escolha para a mãe, pois reduz o risco de transmissão transplacentária, embora não trate o feto.
II.Se a infecção fetal for confirmada por Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) no líquido amniótico, ou se a infecção aguda materna ocorrer após as 30 semanas, o tratamento deve ser trocado para o esquema tríplice (Sulfadiazina, Pirimetamina e Ácido Folínico), que atravessa a placenta e trata o feto.
III.A Espiramicina é um agente teratogênico potente e seu uso é contraindicado no primeiro trimestre, devendo-se aguardar a 14ª semana para iniciar qualquer tratamento.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS: 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo é o algoritmo terapêutico brasileiro da toxoplasmose gestacional: antes de 30 semanas, na infecção aguda materna sem evidência de infecção fetal, usa-se espiramicina para reduzir a transmissão transplacentária; se houver PCR positiva no líquido amniótico confirmando infecção fetal ou se a infecção materna ocorrer após 30 semanas, indica-se o esquema tríplice. Como o enunciado descreve exatamente esses dois cenários nos itens I e II, ambos são verdadeiros, e o item III é falso por atribuir à espiramicina uma teratogenicidade e contraindicação no primeiro trimestre que não constam da diretriz nacional.

Tema central: Toxoplasmose na gestação
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque inclui o item III. Pela base, a espiramicina não é potente teratógeno e não é contraindicada no primeiro trimestre; ao contrário, pode ser iniciada precocemente na infecção aguda materna para reduzir transmissão transplacentária. A alternativa falha por confundir a preocupação com pirimetamina em fases precoces com uma falsa contraindicação da espiramicina.
B
Errada
Está errada por dois motivos médicos objetivos: exclui o item I, embora a diretriz brasileira indique espiramicina antes de 30 semanas na infecção aguda materna sem confirmação fetal, e inclui o item III, que contradiz a segurança e a indicação precoce da espiramicina. Ignora, portanto, o papel profilático materno-fetal da espiramicina e mantém uma contraindicação inexistente na base.
C
Certa
A alternativa C está correta porque combina as duas proposições compatíveis com o protocolo nacional citado na base. O item I está correto: IgM reagente com IgG de baixa avidez caracteriza infecção recente, e, antes de 30 semanas, sem confirmação fetal, a espiramicina é indicada para reduzir o risco de transmissão vertical, sem ser o esquema voltado ao tratamento fetal. O item II também está correto: PCR positiva no líquido amniótico confirma infecção fetal, e a infecção materna após 30 semanas, nos protocolos brasileiros, também desloca a conduta para sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico, esquema que atravessa a placenta e atua sobre o concepto. O item III é incompatível com a base porque a espiramicina não é descrita como potente teratógeno nem como contraindicada no primeiro trimestre; adiar o início do tratamento contraria o objetivo de reduzir transmissão vertical.
D
Errada
Está errada porque mantém o item III, que é falso, e exclui o item II, que está de acordo com o protocolo brasileiro. A PCR positiva no líquido amniótico muda a conduta para esquema tríplice por confirmar infecção fetal, e a própria base também afirma essa indicação quando a infecção materna ocorre após 30 semanas. Excluir o item II contraria diretamente o critério de tratamento fetal/alta probabilidade de infecção fetal.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: trocar o papel da espiramicina pelo do esquema tríplice e atribuir à espiramicina uma teratogenicidade do primeiro trimestre que não é sustentada pela base. O marco de 30 semanas e a PCR no líquido amniótico são os discriminadores da conduta.
Dica para questões semelhantes
  • Separe sempre tratamento para reduzir transmissão vertical materna de tratamento voltado ao feto já infectado ou com alta probabilidade de infecção.
  • Em protocolos brasileiros, memorize o ponto de corte de 30 semanas como critério de mudança para esquema tríplice no contexto cobrado.
  • PCR positiva no líquido amniótico não é detalhe laboratorial: ela redefine a conduta por confirmar infecção fetal.
  • Não atribua à espiramicina contraindicação no primeiro trimestre sem base explícita; na toxoplasmose gestacional, a base afirma possibilidade de uso precoce.

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