O sinal de Murphy é patognomônico de colecistite aguda.

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Ano: 2020 Banca: IADES Órgão: SES-DF Prova: IADES - 2020 - SES-DF - Grupo 004 |
Q1685605 Medicina
Uma paciente de 47 anos de idade, obesa, hipertensa e diabética, compareceu ao pronto atendimento de sua cidade, relatando dor em hipocôndrio direito com irradiação para as costas há cerca de dois meses, principalmente após as refeições. Conta ter perdido 10 kg por ter “medo de comer”. Atualmente procura atendimento em razão do agravamento da dor após aniversário de seu filho, durando mais de seis horas. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, normocorada, anictérica, demonstrando abdome flácido, com dor à palpação profunda difusa e sinal de Murphy positivo. Acerca dos sinais vitais, constatam-se PA = 150 mmHg x 90 mmHg, FC = 101 bpm, FR = 18 irpm, Tax = 38 ° C e SatO2 = 98%.


Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
O sinal de Murphy é patognomônico de colecistite aguda.
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Tema central: O ponto central da questão é a definição e aplicação clínica do sinal de Murphy e a diferença entre achados patognomônicos e achados apenas sugestivos de determinada doença.

Comentário clínico e raciocínio médico: O sinal de Murphy é pesquisado durante o exame do abdome e corresponde à interrupção da inspiração profunda, secundária à dor evocada pela palpação do hipocôndrio direito, com a mão do examinador posicionada sobre a vesícula biliar. Trata-se de um sinal altamente sugestivo de colecistite aguda, mas não exclusivo dessa doença.

Definição de “patognomônico”: Um achado é considerado patognomônico quando é exclusivo de uma condição clínica – ou seja, sua presença confirma de forma definitiva o diagnóstico.

Apesar do sinal de Murphy ter sensibilidade moderada (62–79%) e alta especificidade (cerca de 96% para colecistite aguda), ele pode estar presente em outras patologias abdominais, como colelitíase sintomática ou outras causas de dor no quadrante superior direito. Portanto, não é considerado patognomônico.

Justificativa da alternativa correta:
A alternativa E) errado está correta porque o sinal de Murphy não é patognomônico de colecistite aguda. Isto está bem fundamentado em diretrizes nacionais e internacionais, como as do Ministério da Saúde e grandes manuais médicos. Segundo o “Manual de Emergências 2025”, “a presença de sinal de Murphy é sugestiva, mas não exclusiva de inflamação aguda da vesícula”.

Por que a alternativa ‘Certo’ está errada:
Responder “C) certo” seria um erro conceitual, pois denotaria compreensão equivocada do conceito de patognomônico. Sinais sugestivos são importantes, porém, para o diagnóstico definitivo, precisa-se sempre de correlação clínica e exames complementares, como ultrassonografia.

Dica de prova: Fique atento a termos absolutos como “patognomônico”, “exclusivo”, “diagnóstico definitivo”. Eles são usualmente usados em pegadinhas para testar o conhecimento preciso do candidato.

Resumo: Embora o sinal de Murphy seja importante na suspeita clínica de colecistite aguda, ele não é patognomônico, pois não é exclusivo dessa doença.

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O sinal de Murphy é um sinal clínico que pode ser positivo em casos de colecistite aguda, no entanto, não é patognomônico da doença. A palavra patognomônico é usada na medicina para descrever um sinal ou sintoma que é tão característico de uma doença que torna a presença de outras condições muito improvável. Embora o sinal de Murphy seja frequentemente encontrado em pacientes com colecistite aguda, também pode ser positivo em outros problemas da vesícula biliar, como a colecistite crônica. Além disso, é importante lembrar que, embora o sinal de Murphy seja útil no diagnóstico da colecistite aguda, ele não é 100% sensível ou específico para a doença, portanto, outros achados clínicos e exames complementares são necessários para confirmar o diagnóstico.

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