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Q3546988 Medicina
Um paciente de 45 anos chega ao consultório com queixas neurológicas. Ele relata um histórico de dificuldades motoras e cognitivas progressivas nos últimos anos. O exame clínico revela ataxia, hipotonia muscular e reflexos profundos exaltados. Os exames de imagem mostram atrofia cerebral generalizada. Diante da suspeita de encefalopatia progressiva, qual exame seria fundamental para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão das lesões cerebrais?
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Encefalopatia progressiva com déficits motores e cognitivos. Nesses cenários, o exame de maior sensibilidade e detalhamento estrutural para o parênquima encefálico e para definir a extensão das lesões é a Ressonância Magnética (RM).

Alternativa correta: B — Ressonância Magnética (RM)
A RM oferece altíssimo contraste entre substância cinzenta e branca e excelente avaliação de cerebelo, tronco encefálico e vias de substância branca. Sequências como FLAIR e DWI identificam lesões desmielinizantes, glioses e padrões característicos de encefalopatias (por exemplo, “cortical ribboning” em doenças priônicas), além de quantificar atrofia e distribuição das lesões. É, portanto, o exame fundamental para confirmar a suspeita estrutural e mapear a extensão das lesões. Referências: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Approach to adult with progressive cognitive impairment); ACR Appropriateness Criteria (Dementia and Movement Disorders) recomendam RM como método de escolha.

Análise das alternativas incorretas

A — EEG: avalia atividade elétrica e é útil para detecção de crises e encefalopatia metabólica, podendo mostrar complexos periódicos em doenças priônicas. Contudo, não avalia o parênquima nem define a extensão anatômica das lesões. Serve como complemento, não como exame fundamental para extensão estrutural.

C — Tomografia Computadorizada (TC): boa para urgências (hemorragia, efeito de massa, fraturas) e quando há contraindicação à RM. Porém, tem menor sensibilidade para alterações sutis de substância branca, cerebelo e tronco; é inferior à RM para mapear detalhadamente encefalopatias progressivas.

D — Radiografia simples: não avalia parênquima cerebral. Útil para ossos e seios da face; inadequada para encefalopatia.

E — Ecografia cerebral: em adultos, o crânio limita o método. Ultrassom transfontanelar é próprio de neonatos; Doppler transcraniano avalia fluxo vascular, não mapeia lesões parenquimatosas nem sua extensão.

Estrategia de prova: ao ler “confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão das lesões cerebrais” em quadro progressivo, priorize o método com melhor resolução de contraste e avaliação parenquimatosaRM. Cuidado com a “pegadinha” do EEG: útil funcionalmente, mas não para extensão estrutural.

Fontes: Harrison’s; UpToDate (Neuroimaging in dementia; Approach to adult with progressive cognitive impairment); ACR Appropriateness Criteria (Dementia and Movement Disorders).

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