Homem de 64 anos é hipertenso e diabético e faz uso de enala...

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Q2586698 Medicina

Homem de 64 anos é hipertenso e diabético e faz uso de enalapril, anlodipino, metformina e dapaglifosina. Vem para a consulta para realizar exames periódicos e está assintomático. No momento, não realiza atividade física, porém tem dieta equilibrada. Não fuma nem ingere bebida de álcool. Tem história familiar de doença arterial coronariana e acidente vascular cerebral. Nunca utilizou medicamento para dislipidemia. A pressão arterial aferida no membro superior direito, com o paciente sentado, foi de 134/88 mmHg; seu peso era de 73 kg, sua altura, 1,78 m, e a circunferência abdominal era de 84 cm. Sem bulhas acessórias. Na avaliação bioquímica, em exames realizados em jejum de 12 horas, constatou-se LDL colesterol de 150 mg/dL, triglicerídeos de 130 mg/dL e hemoglobina glicada de 5,5%.


Considerando exclusivamente as informações apresentadas e os conhecimentos da área, qual estatina deve ser prescrita?

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Tema central da questão: Indicação da estatina ideal para paciente diabético e hipertenso de alto risco cardiovascular, com LDL-colesterol persistentemente elevado e sem tratamento prévio para dislipidemia.

Justificativa da alternativa correta (C - Rosuvastatina):

Este paciente se encaixa no grupo de alto risco cardiovascular, já que tem diabetes mellitus e histórico familiar relevante (doença arterial coronariana e AVC). Portanto, de acordo com a Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2017:

“Pacientes com diabetes mellitus são considerados de alto risco cardiovascular. Para esses indivíduos, recomenda-se uma meta de LDL-colesterol < 70 mg/dL, o que geralmente requer o uso de estatinas de alta potência.”

Como o paciente apresenta LDL de 150 mg/dL, seria necessário promover uma redução >50% deste valor. A rosuvastatina é uma estatina de alta potência (assim como a atorvastatina) e consegue atingir reduções que frequentemente vão além de 50%, alinhando-se ao objetivo terapêutico.

Análise das alternativas incorretas:

A) Sinvastatina — Estatina de potência moderada. Sua capacidade de redução de LDL é limitada (20–40% dependendo da dose), não sendo suficiente para atingir a meta em pacientes de alto risco.

B) Pitavastatina — Possui eficácia semelhante ou ligeiramente superior à pravastatina, mas não atinge reduções elevadas de LDL como a rosuvastatina.

D) Pravastatina — É uma estatina de baixa a moderada potência, adequada apenas para situações de menor risco, sendo insuficiente para este caso.

E) Fluvastatina — Estatina de baixa potência. Reduz em torno de 20–30% os valores de LDL-colesterol, inadequada para pacientes de alto risco requerendo grande queda no LDL.

Pontos chave de interpretação e possíveis pegadinhas:

- Identificar o grau de risco cardiovascular do paciente (diabético=alto risco), reconhecer a meta de LDL e correlacionar com a potência das estatinas disponíveis.
- O enunciado reforça que o paciente nunca usou estatina antes, excluindo questões de intolerância ou efeitos adversos prévios.

Referências orientadoras:

Diretriz SBC 2017, UpToDate, Harrison’s enfatizam que “estatinas de alta potência são indicadas para diabéticos adultos de alto risco, visando reduções expressivas do LDL”.

Resumo prático: O paciente é alto risco com LDL muito além da meta. Rosuvastatina é a única capaz de, isoladamente, atender com margem de segurança as recomendações atuais para esse perfil clínico.

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