Os avanços no âmbito molecular das glomerulopatias primárias...

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Ano: 2016 Banca: AOCP Órgão: EBSERH
Q1234832 Medicina
Os avanços no âmbito molecular das glomerulopatias primárias são notáveis na nefrologia. O receptor de fosfolipase A2 do tipo M (PLA2R) é um exemplo de marcador usado para diagnóstico e acompanhamento de qual glomerulopatia primária a seguir? 
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Tema central da questão: A questão aborda marcadores moleculares em glomerulopatias primárias, especialmente o papel do receptor de fosfolipase A2 do tipo M (PLA2R) na prática clínica nefrológica. É essencial reconhecer como a identificação de marcadores específicos auxilia no diagnóstico diferencial entre as principais glomerulopatias.

Justificativa da alternativa correta (B – Nefropatia membranosa):

A nefropatia membranosa (NM) é uma das causas mais comuns de síndrome nefrótica em adultos. Segundo revisão publicada na Revista de Saúde (2024) e o Manual MSD, a presença de anticorpos anti-PLA2R no soro identifica até 80% dos casos de NM primária. O PLA2R é um antígeno de membrana nos podócitos e sua detecção é altamente específica para diferenciar a NM primária das formas secundárias e de outras glomerulopatias. O valor desse marcador está tanto no diagnóstico quanto no acompanhamento da atividade da doença, já que seus níveis podem indicar resposta ao tratamento.

Dica de prova: Busque no enunciado menções a “marcadores” ou “biomarcadores moleculares” associados a doenças glomerulares específicas – geralmente, refere-se à NM.

Análise das alternativas incorretas:

A) Glomeruloesclerose segmentar e focal: Não está relacionada ao PLA2R, seu diagnóstico é histopatológico e pode apresentar entrelaçamento com doença de lesões mínimas.

C) Nefropatia por IgA: Caracteriza-se por depósitos mesangiais de IgA, geralmente sem associação a autoanticorpos anti-PLA2R (foco imunológico diferente).

D) Nefrite lúpica: Relacionada ao lúpus eritematoso sistêmico, cursa com padrão de imunocomplexos heterogêneos, sem envolvimento de PLA2R.

E) Doença de lesões mínimas: Embora também cursando com síndrome nefrótica, não está associada a autoanticorpos anti-PLA2R. Seu diagnóstico é feito pela microscopia eletrônica que evidencia fusão dos processos podocitários e ausência de depósitos típicos de NM.

Evidência e protocolo: Como destacado no Manual MSD, “a ausência ou presença do anticorpo para PLA2R pode ajudar a diferenciar a nefropatia membranosa primária da secundária”.

Estratégias para não errar: Fique atento ao direcionamento do enunciado para biomarcadores ou antígenos específicos: atualmente, apenas a NM apresenta associação forte e validada com PLA2R. Outras glomerulopatias possuem marcadores ou achados próprios e distintos.

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Resposta: B.

Nefropatia membranosa corresponde à deposição de imunocomplexos na membrana basal glomerular (MBG) com espessamento da MBG. As causas costumam ser desconhecidas, mas podem ser secundárias a fármacos, infecções, doenças autoimunes e câncer. As manifestações incluem início insidioso de edema e proteinúria maciça, sedimento urinário benigno, função renal normal, pressão arterial normal ou elevada. O diagnóstico é por biópsia renal. A remissão espontânea é comum. O tratamento de pacientes com alto risco de progressão é feito habitualmente com corticoides e ciclofosfamida ou clorambucil.

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