Paciente masculino, 55 anos, com antecedente apenas de diabe...
Após oferta de oxigênio sob máscara com reservatório a 10 L/min, o paciente passou a apresentar saturação de oxigênio de 94% e frequência respiratória de 24 irpm, mantendo sem tiragens e sem uso de musculatura respiratória acessória. A gasometria arterial inicial após a instalação da máscara de O2 mostra os seguintes parâmetros: pH = 7,44; PaCO2 = 34 mmHg; PaO2 = 74 mmHg; Saturação de O2 = 95%; e Bicarbonato = 22 mMol/L.
O paciente foi internado, iniciando tratamento com oseltamivir, cobertura antibiótica empírica para pneumonia adquirida na comunidade e coriticoterapia com hidrocortisona, permanecendo monitorado com oferta de oxigênio sob máscara de reservatório.
No dia seguinte, pela manhã, o paciente persistia com bom estado neurológico, negando dispneia em repouso, com frequência respiratória de 28 irpm, saturação de oxigênio 93% com máscara com reservatório de O2 a 15 L/min, sem tiragens ou uso de musculatura respiratória acessória. A nova gasometria arterial mostrava os seguintes parâmetros: pH = 7,38; PaCO2 = 37 mmHg; PaO2 = 70 mmHg; Saturação de O2 = 92%; e Bicarbonato = 23 mMol/L.
Considerando os métodos disponíveis para oferta de oxigênio suplementar e de suporte ventilatório, assinale a alternativa correta.
Gabarito comentado
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Gabarito: E
Fundamento decisivo: A questão se resolve pela distinção entre hipoxemia persistente e fadiga ventilatória: o paciente mantém piora da oxigenação apesar de máscara não reinalante em alta oferta, mas segue lúcido, sem dispneia em repouso, sem tiragens, sem uso de musculatura acessória e sem acidose ou hipercapnia. Esse perfil caracteriza insuficiência respiratória hipoxêmica sem falência ventilatória iminente e favorece escalonamento para cateter nasal de alto fluxo.
- Separe sempre insuficiência de oxigenação de insuficiência ventilatória: PaCO2 normal ou baixa com pH normal aponta para ventilação ainda preservada.
- Em hipoxemia persistente sob máscara não reinalante, procure sinais de intubação imediata; se eles não estiverem presentes, pense em escalonamento para CNAF.
- Não use taquipneia isolada como sinônimo de fadiga ventilatória; procure tiragens, uso de musculatura acessória, deterioração clínica, hipercapnia e acidemia.
- Em pneumonite ou pneumonia viral hipoxêmica, não transfira automaticamente a lógica de VNI e broncodilatador usada em DPOC, asma ou edema agudo cardiogênico.
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