O esôfago de Barrett, ou epitélio colunar metaplásico no es...

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Ano: 2020 Banca: IADES Órgão: SES-DF Prova: IADES - 2020 - SES-DF - Grupo 004 |
Q1685567 Medicina
Uma paciente de 63 anos de idade, tabagista, com queixa de disfagia progressiva e perda de 27 kg nos últimos oito meses, compareceu ao consultório com resultado de endoscopia digestiva alta, evidenciando lesão infiltrativa compatível com diagnóstico de carcinoma de células escamosas na biópsia.


Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
O esôfago de Barrett, ou epitélio colunar metaplásico no estômago, está associado a um aumento de risco de 40 vezes de carcinoma de células escamosas do esôfago.
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Gabarito: E (Errado)

Tema central: A questão aborda a associação entre esôfago de Barrett e o risco de carcinoma de células escamosas do esôfago.

Esôfago de Barrett corresponde à metaplasia do epitélio escamoso esofágico em epitélio colunar, geralmente secundária ao refluxo gastroesofágico crônico. Isso aumenta expressivamente o risco de desenvolvimento de adenocarcinoma de esôfago, não de carcinoma escamoso. De acordo com o tratado Harrison’s Principles of Internal Medicine (20ª ed.), “pacientes com esôfago de Barrett apresentam risco aumentado, por até 30 a 125 vezes, para adenocarcinoma em relação à população geral”.

Carcinoma de células escamosas é histologicamente diferente e NÃO tem relação com o esôfago de Barrett. Seus principais fatores de risco são:

  • Tabagismo
  • Etilismo
  • Baixa ingestão de frutas/vegetais
  • Bebidas extremamente quentes
  • Doenças esofágicas crônicas não relacionadas ao Barrett

Atenção à estratégia de leitura: Note a armadilha na assertiva ao relacionar Barrett (companheiro do adenocarcinoma) a carcinoma escamoso. Muitas bancas utilizam termos muito próximos para testar sua precisão conceitual. Veja também a magnitude do risco citado (40 vezes) – esses valores estão associados ao risco para adenocarcinoma, não carcinoma escamoso!

Conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Doença do Refluxo Gastroesofágico do Ministério da Saúde (página 25): “O esôfago de Barrett é reconhecido como fator predisponente para adenocarcinoma de esôfago, não havendo associação significativa com carcinoma escamoso.”

Pegadinhas frequentes: Confundir os fatores de risco entre os dois tipos principais de câncer esofágico. Sempre lembre: Barrett → adenocarcinoma; Tabagismo/Álcool → carcinoma escamoso.

Resumo prático: Esôfago de Barrett não está relacionado ao risco aumentado de carcinoma de células escamosas do esôfago; a associação é com adenocarcinoma. Por isso, a resposta correta para a assertiva apresentada é "errado".

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Comentários

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A afirmação é falsa. O esôfago de Barrett é uma condição em que o tecido que reveste o esôfago muda para um tecido semelhante ao revestimento intestinal. Tal condição é uma complicação da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), e aumenta o risco para adenocarcinoma do esôfago - um tipo de câncer que se inicia nas células glandulares - e não para o carcinoma de células escamosas do esôfago, como afirmado. Portanto, a declaração é errada por imprecisão na correlação entre o esôfago de Barrett e o tipo de câncer mencionado.

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