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Q3884011 Farmácia
Um paciente procura a farmácia relatando dor crônica e informa que faz uso contínuo de bebida alcoólica. Ele solicita, ao atendente, orientação sobre um analgésico comum que costuma usar sem prescrição. Considerando noções básicas de farmacologia e de segurança no uso de medicamentos, a classe medicamentosa que exige maior cautela, nesse contexto, é: 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O achado decisivo é o uso contínuo de bebida alcoólica, que aumenta a cautela com o paracetamol por risco de hepatotoxicidade. Por isso, entre os analgésicos comuns listados, a alternativa B é a correta.

Tema central: álcool e paracetamol
Análise das alternativas
A
Errada
A dipirona não é a opção classicamente ligada ao risco específico que o enunciado quer explorar. Seus problemas de segurança mais lembrados em provas envolvem hipersensibilidade, hipotensão em certos contextos e raramente discrasias sanguíneas. Isso não corresponde à associação farmacológica central entre etilismo crônico e maior risco orgânico relevante pedida aqui.
B
Certa
O paracetamol está correto porque parte do seu metabolismo hepático gera o NAPQI, metabólito hepatotóxico. Em uso crônico de álcool, a segurança hepática ganha importância central e a margem de segurança para uso indiscriminado fica mais preocupante. Por isso, entre os analgésicos comuns apresentados, ele é o que exige maior cautela no contexto descrito.
C
Errada
O ácido acetilsalicílico também exige cautela com álcool, mas por outro mecanismo: maior irritação gastrointestinal e aumento do risco de sangramento. Essa preocupação existe, porém o vínculo farmacológico mais clássico e diretamente cobrado entre etilismo crônico e analgésico comum é o da hepatotoxicidade do paracetamol, que é o critério decisivo da questão.
D
Errada
O ibuprofeno, como AINE, também pode ter risco aumentado com álcool, sobretudo gastrointestinal, além de cautela renal e hemorrágica. Mesmo assim, esse não é o mecanismo que a banca privilegiou. O enunciado aponta para a interação mais tradicionalmente cobrada em farmacologia básica: álcool crônico aumentando a preocupação com toxicidade hepática do paracetamol.
Pegadinha da questão
A banca explora a falsa sensação de segurança do paracetamol por ser muito usado sem prescrição e, ao mesmo tempo, tenta desviar o candidato para AAS ou ibuprofeno por lembrar risco gastrointestinal com álcool. O dado que realmente mata a questão é o etilismo crônico associado à hepatotoxicidade do paracetamol.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o enunciado destacar uso crônico de álcool, procure primeiro o analgésico com risco hepático mais clássico.
  • Paracetamol pode parecer o mais simples no balcão, mas isso não elimina sua relevância toxicológica em etilista crônico.
  • AAS e AINEs com álcool lembram risco gastrointestinal e sangramento, mas isso não supera automaticamente o critério hepático quando o foco é farmacologia básica do paracetamol.

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