Assinale a correta alternativa com relação aos cuidados e di...
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Tema central: manejo de anestésicos locais e vasoconstritores em pacientes com comorbidades (cardiovasculares, endócrinas e gestação), identificando quando usar, limitar ou evitar epinefrina e alternativas como felipressina.
Gabarito: B
Por que a alternativa B está correta? Em cardiopatas, pequenas quantidades de epinefrina em anestesia local (especialmente com aspiração e técnica correta) tendem a causar mínimas alterações hemodinâmicas. Quando houver contraindicação à epinefrina (ex.: arritmias não controladas, angina instável, IM recente), pode-se utilizar prilocaína 3% com felipressina, cujo vasoconstritor é não adrenérgico, com menor efeito beta-adrenérgico cardíaco. Atenção: felipressina é contraindicada na gestação pelo potencial efeito uterotônico. (Referências: Malamed – Handbook of Local Anesthesia, 7ª ed.; ADA/ASA; UpToDate).
Análise das incorretas
A) Em hipertireoidismo, mesmo controlado, recomenda-se respeitar a “dose cardíaca” de epinefrina: ≤0,04 mg (≈ 2 tubetes de 1:100.000). Cinco tubetes (≈0,09 mg) excedem esse limite, aumentando risco de taquiarritmias e hipertensão por hipersensibilidade às catecolaminas. Em doença não controlada, evitar vasoconstritores adrenérgicos. (Malamed; UpToDate – Hyperthyroidism).
C) Em Diabetes mellitus compensado, é permitido o uso de anestésicos com epinefrina e prilocaína/felipressina, com técnica adequada e monitorização. Evitar epinefrina em descompensação importante e preferir procedimentos após refeição/monitorar glicemia. A afirmativa proíbe de forma absoluta, o que é falso. (ADA; UpToDate – Dental management of diabetics).
D) Lidocaína 2% com epinefrina 1:100.000 não é totalmente contraindicada na gestação/lactação; é considerada segura quando necessária (categoria B; mínima passagem para o leite). Procedimentos urgentes podem ser feitos em qualquer trimestre; eletivos preferem o 2º trimestre. Já a felipressina deve ser evitada. (ADA Council; ACOG; Malamed).
E) No feocromocitoma, epinefrina é contraindicada por risco de crise hipertensiva/arrítmica. Preferir anestésicos sem vasoconstritor; em cenário hospitalar e com autorização médica, considerar alternativas não adrenérgicas. A afirmativa recomenda justamente o que deve ser evitado. (Harrison’s; UpToDate – Pheochromocytoma).
Estratégia de prova:
- Decore a “dose cardíaca” de epinefrina: 0,04 mg (≈ 2 tubetes 1:100.000; ≈ 4 tubetes 1:200.000).
- Evite epinefrina em: hipertireoidismo descompensado, feocromocitoma, arritmias graves, angina instável, IM/AVE recente.
- Felipressina: alternativa útil em cardiopatas, evitar na gestação.
- Gestação: lidocaína com epi é segura quando necessário; eletivos no 2º trimestre.
- Diabéticos compensados podem receber vasoconstritor com técnica e monitorização.
Referências essenciais: Malamed SF. Handbook of Local Anesthesia, 7ª ed.; ADA/ASA diretrizes de anestesia local; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine (feocromocitoma).
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo
Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
Em pacientes com Feocromocitoma, o uso de vasoconstritores adrenérgicos, como a epinefrina, é contraindicado e pode ser extremamente perigoso. O feocromocitoma é um tumor que produz excesso de catecolaminas (como epinefrina e norepinefrina), e a administração adicional de vasoconstritores adrenérgicos pode levar a uma crise hipertensiva grave e potencialmente fata
Mesmo em pacientes com hipertireoidismo controlado, o uso de vasoconstritores deve ser cauteloso, e o número recomendado é até 2 tubetes com epinefrina 1:100.000. O uso excessivo pode desencadear crise tireotóxica.
Clique para visualizar este comentário
Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo