Sobre as metas lipídicas dos pacientes com risco cardiovascu...

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Q4039163 Medicina
Sobre as metas lipídicas dos pacientes com risco cardiovascular muito alto, é correto afirmar que:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Em paciente com risco cardiovascular muito alto, a meta terapêutica prioritária é o LDL-colesterol muito baixo; a base de decisão e os consensos cobrados em prova aceitam classicamente LDL abaixo de 50 mg/dL, o que torna correta a alternativa C.

Tema central: Meta de LDL em muito alto risco
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por dois motivos médicos concretos. Primeiro, o HDL não tem valor de referência/meta independente do sexo; a própria base afirma que os valores desejáveis diferem entre homens e mulheres. Segundo, mesmo sendo marcador de risco, HDL não é o principal alvo terapêutico estruturado como o LDL no paciente de muito alto risco.
B
Errada
Está errada porque desloca o foco terapêutico para triglicérides, quando a prevenção cardiovascular aterosclerótica no muito alto risco é centrada na redução do LDL-colesterol. Triglicérides tornam-se alvo principal em situações específicas, sobretudo hipertrigliceridemia importante e risco de pancreatite, não como regra geral desse cenário.
C
Certa
A alternativa C está correta porque identifica o alvo terapêutico central da dislipidemia no paciente de risco cardiovascular muito alto: redução intensiva do LDL-colesterol. Nesse cenário, o tratamento é guiado pela necessidade de atingir LDL muito baixo, e a formulação clássica cobrada em prova é LDL abaixo de 50 mg/dL. A base ainda alerta que o ponto de corte pode variar entre diretrizes e épocas, mas isso não altera a lógica resolutiva: o foco principal é LDL, não HDL nem triglicérides.
D
Errada
Está errada porque não existe sinvastatina 20 mg como droga e dose universais de escolha para todo paciente de muito alto risco. A base é explícita em que a seleção do hipolipemiante depende da intensidade de redução de LDL necessária para atingir a meta, e sinvastatina 20 mg frequentemente é insuficiente nesse perfil de risco. Fixar uma estatina de potência/dose moderada como padrão universal leva a subtratamento.
E
Errada
Está errada porque atribui como principais efeitos adversos do tratamento da hipercolesterolemia os sintomas gastrointestinais. Na farmacologia das estatinas, os eventos adversos classicamente mais relevantes e mais cobrados são os musculares e hepáticos; manifestações gastrointestinais podem ocorrer, mas não definem o perfil principal.
Pegadinha da questão
A banca explora a troca do alvo terapêutico principal: confundir marcador de risco ou alvo situacional, como HDL e triglicérides, com a meta prioritária do paciente de muito alto risco, que é o LDL-colesterol.
Dica para questões semelhantes
  • Em paciente de alto ou muito alto risco cardiovascular, procure primeiro qual alternativa coloca o LDL como alvo central do tratamento.
  • Não confunda HDL baixo com meta farmacológica principal; além disso, seus valores de referência variam conforme o sexo.
  • Triglicérides só assumem protagonismo como alvo principal em contextos específicos, não como regra da prevenção aterosclerótica.
  • Desconfie de alternativa que fixe estatina e dose únicas para todos; a intensidade do tratamento deve acompanhar a redução de LDL necessária.

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