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Q3455002 Odontologia
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Tema central: alveolite (alvéolo seco/alveolar osteitis) é uma complicação dolorosa pós-exodontia, especialmente de terceiros molares inferiores. Surge tipicamente entre 24–72 h, quando há perda ou lise do coágulo e exposição óssea, cursando com dor intensa e halitose.

Gabarito: B (incorreta)

Justificativa: A alternativa B erra ao afirmar que a etiologia é bem definida e ao listar “causas”. O conhecimento atual descreve a alveolite como multifatorial e não totalmente elucidada. O mecanismo central aceito é a fibrinólise local aumentada (ativação de plasmina) que dissolve o coágulo, favorecida por trauma cirúrgico, contaminação bacteriana (anaeróbios) e fatores do hospedeiro. Elementos como dificuldade cirúrgica, tabagismo e anticoncepcionais são fatores de risco, não “causas diretas”. Itens como “excesso de vasoconstrictor”, “habilidade do cirurgião” ou “deficiências nutricionais” não têm evidência consistente como causas independentes. Referências: Peterson’s Contemporary Oral and Maxillofacial Surgery; Blum IR, 2002 (Crit Rev Oral Biol Med); UpToDate (Complications of tooth extraction).

Por que as demais estão corretas:

A: A maior incidência é em exodontias, sobretudo de terceiros molares mandibulares, devido a acesso difícil e trauma — dado clássico em cirurgia oral (Peterson; Fonseca).

C: Diabetes, especialmente mal controlada, aumenta risco de atraso de cicatrização e complicações pós-operatórias, podendo associar-se a maior incidência de alveolite por microangiopatia e alteração no metabolismo do colágeno. É um fator de risco, não causa determinística.

D: O quadro clínico típico inicia no 1º ao 3º dia com dor que pode irradiar para o ouvido/temporal, pela inervação comum do n. alveolar inferior e auriculotemporal.

E: A ausência/perda do coágulo expõe as paredes ósseas, atrasa a união marginal e cursa com halitose e inflamação local — achados característicos do “alvéolo seco”.

Diagnóstico (provas): clínico — dor 24–72 h, alvéolo vazio com osso exposto, halitose; sem supuração importante. Exames raramente necessários.

Conduta: irrigação suave (soro/CHX 0,12–0,2%), curativo medicamentoso com eugenol (analgesia local), AINEs/analgésicos; antibióticos não são de rotina sem sinais de infecção disseminada. Prevenção: técnica atraumática, irrigação copiosa, evitar tabagismo, considerar CHX pré/pós-operatório e avaliação do uso de anticoncepcionais (Cochrane Oral Health; SDCEP).

Dica de prova: desconfie de frases como “etiologia bem definida” quando o tema é alveolite; procure palavras-chave como fibrinólise, 1–3 dias, dor intensa com halitose e osso exposto.

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Elementos como dificuldade cirúrgica, tabagismo e anticoncepcionais são fatores de risco e não causas direta.

O excesso de vasoconstrictor, habilidade do cirurgião ou deficiências nutricionais não têm evidência consistente como causas independentes.

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