A respeito do tromboembolismo pulmonar, é correto afirmar que:

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Q4039161 Medicina
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: No TEP agudo sem instabilidade hemodinâmica, a associação de sPESI elevado com disfunção de ventrículo direito na imagem e troponina elevada define risco intermediário-alto; nesse cenário, a conduta é monitorização rigorosa, e não trombólise de rotina.

Tema central: Estratificação de risco
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque, em alta probabilidade pré-teste pelo escore de Wells, o D-dímero não deve ser usado de forma isolada para excluir TEP. O valor preditivo negativo do teste é útil nos algoritmos de exclusão em baixa ou intermediária probabilidade clínica; em alta probabilidade, a estratégia diagnóstica deve avançar para exame confirmatório, e não se apoiar em D-dímero para afastar o diagnóstico.
B
Certa
A alternativa B reúne exatamente os três elementos que classificam o TEP como risco intermediário-alto em paciente hemodinamicamente estável: escore prognóstico clínico elevado, biomarcador de lesão miocárdica positivo e disfunção de ventrículo direito no ecocardiograma. Esse perfil tem risco de descompensação precoce, por isso exige internação com monitorização estreita, em UTI ou unidade equivalente conforme a estrutura assistencial. O ponto decisivo é que essa classificação sustenta vigilância intensiva e anticoagulação, não trombólise de rotina.
C
Errada
Está errada por dois motivos médicos independentes. Primeiro, relação VD/VE de 0,5 não indica sobrecarga ou dilatação de ventrículo direito; a disfunção de VD no TEP é sugerida por relação aumentada, tipicamente ≥1. Portanto, o dado fornecido não sustenta classificação intermediário-alto. Segundo, mesmo quando o TEP é intermediário-alto, a trombólise não é conduta automática no paciente estável; ela fica reservada como resgate diante de deterioração hemodinâmica.
D
Errada
A frase é tecnicamente compatível com a base médica, pois o TEP provocado geralmente requer pelo menos 3 meses de anticoagulação terapêutica. Porém, como o gabarito oficial é de alternativa única, a banca não a considerou correta. Assim, a impropriedade aqui é da unicidade do gabarito/prova, e não do conteúdo médico da assertiva.
E
Errada
Está errada porque enoxaparina não é obrigatória em todo TEP provocado. A escolha do anticoagulante depende do contexto clínico e pode incluir outras heparinas, fondaparinux e anticoagulantes orais diretos, entre outros cenários específicos. O erro da alternativa é transformar uma opção terapêutica válida em obrigação universal.
Pegadinha da questão
A banca mistura três planos diferentes — diagnóstico, estratificação de risco e tratamento — para induzir erro: usar D-dímero em alta probabilidade pré-teste, chamar de sobrecarga de VD uma relação VD/VE 0,5 e confundir risco intermediário-alto com indicação automática de trombólise.
Dica para questões semelhantes
  • No TEP, se a probabilidade pré-teste for alta, não use D-dímero para exclusão diagnóstica.
  • Para classificar como risco intermediário-alto, procure a tríade: sPESI ≥1 ou PESI III-V + disfunção de VD + troponina elevada.
  • Trombólise rotineira é do TEP de alto risco com instabilidade hemodinâmica; no intermediário-alto, a regra é monitorizar e reservar reperfusão para deterioração.
  • Na leitura de imagem, relação VD/VE aumentada sugere sobrecarga de VD; valor de 0,5 não sustenta esse critério.

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