Uma condição que pode ser observada como diagnóstico diferen...
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Tema central: Hipomineralização Molar-Incisivo (HMI) como diagnóstico diferencial de cárie em esmalte. A HMI é um defeito de formação do esmalte que resulta em opacidades demarcadas e esmalte mais poroso, predispondo a fraturas pós-eruptivas e sensibilidade, o que pode simular ou favorecer lesões de cárie.
Alternativa incorreta: D
Por quê? Na HMI, o esmalte tem maior teor proteico e baixa mineralização, com estrutura prismática desorganizada e porosidade aumentada. Não há “maior distinção nas bordas dos prismas”; ao contrário, as fronteiras prismáticas tendem a ser menos definidas, com aumento do espaço interprismático. Além disso, o texto fala em “colapso pré-eruptivo”, mas o característico na HMI é a fratura pós-eruptiva (post-eruptive breakdown) induzida pelas forças mastigatórias após a erupção. Esses pontos contradizem a literatura.
Análise das demais alternativas
A. Correta. A HMI acomete de 1 a 4 primeiros molares permanentes e, frequentemente, incisivos permanentes; a etiologia é multifatorial e ainda não conclusiva (infecções/ambientais/perinatais) — conforme EAPD Policy e revisões sistemáticas (Weerheijm, Caries Res; Elhennawy & Schwendicke, J Dent).
B. Correta. Opacidades demarcadas (transição nítida entre esmalte afetado e sadio), com cor de branco-creme a amarelo-acastanhado; a espessura do esmalte é normal na opacidade, diferindo de hipoplasia. Superfícies podem fraturar após erupção. Padrão clássico de HMI segundo EAPD.
C. Correta. Sinônimos/termos de uso: “hipomineralização idiopática do esmalte”, “molares de queijo” (cheese molars). “Hipomineralização sem flúor” é usada para diferenciar de fluorose (que é difusa). Uso descrito em guias clínicos e revisões.
E. Correta. A hipersensibilidade da HMI dificulta a escovação, favorece acúmulo de biofilme e aumenta risco de cárie; há ainda falhas adesivas e maior necessidade de proteção/sealants (EAPD; AAPD Clinical Considerations).
Dicas para diferenciar HMI de cárie em prova
- HMI: opacidades demarcadas, cor branco-creme/amarelo-acastanhado, espessura normal do esmalte, hipersensibilidade, fratura pós-eruptiva em cúspides.
- Cárie inicial: mancha branca opaca e rugosa em áreas de estagnação de biofilme, evolução localizada à placa, sem padrão sistêmico.
- Pegadinhas: termos como “pré-eruptivo” e “bordas prismáticas mais distintas” não combinam com HMI.
Condutas resumidas (contexto clínico): dessensibilização (verniz fluoretado, CPP-ACP), selantes de alta performance, restaurações adesivas com pré-tratamento com hipoclorito para remover proteínas, ionômero de vidro como material de contingência, e coroas de aço em molares com fratura extensa (EAPD Policy Statement).
Referências essenciais: EAPD Policy on MIH (2017/2022); Weerheijm KL. Caries Res; Jälevik B. Eur Arch Paediatr Dent; Elhennawy K, Schwendicke F. J Dent.
Gabarito: D
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Comentários
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O espaço interprismático é mais acentuado.
Pós eruptivo, não pré
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