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O afundamento do solo em mais de vinte e cinco centímetros por ano ameaça relíquias do Império Persa


As colunas e escadas de pedra de Persépolis, antiga capital cerimonial do Império Persa, resistiram por mais de dois milênios e meio. Hoje, porém, o solo ao redor do sítio arqueológico — Patrimônio Mundial da Unesco — cede rapidamente.

O terraço de rocha permanece estável, mas as planícies vizinhas, formadas por sedimentos, afundam dezenas de centímetros por ano.

Fundada em 518 a.C. por Dario I, Persépolis é descrita pela Unesco como um testemunho único de uma das civilizações mais antigas do mundo. No auge, o Império Persa se estendia da Líbia à Índia, e suas ruínas monumentais permanecem entre os maiores tesouros arqueológicos da humanidade.

Outros locais iranianos, como Pasárgada, Yazd e Isfahan, também estão em risco. A Ferrovia Transiraniana, com mais de mil quilômetros, atravessa áreas instáveis e sofre deformações. O fenômeno, quase imperceptível, só se torna visível quando surgem rachaduras nas construções. Pesquisadores já detectaram, por radar, um corte atravessando o Cubo de Zoroastro em Naqsh-e Rostam.

A principal causa do afundamento é a extração excessiva de águas subterrâneas. O bombeamento intenso esvazia os aquíferos, compacta o solo e provoca o rebaixamento permanente da superfície. A seca e o aumento das temperaturas agravam o problema. Desde a década de 1970, mais da metade das reservas de água subterrânea do Irã foram consumidas, sobretudo pela agricultura.

Atualmente, cerca de cinquenta e seis mil quilômetros quadrados do território iraniano sofrem afundamento — o equivalente a 3,5% do país. Em algumas áreas de Teerã, o solo afunda vinte e cinco centímetros por ano. Estradas, tubulações e construções já apresentam distorções e danos estruturais.

Embora o problema também atinja regiões como a Cidade do México, Jacarta e o Vale Central da Califórnia, a situação iraniana é mais crítica pela velocidade do processo e pela concentração de sítios históricos ameaçados.

Especialistas afirmam que, uma vez iniciado, o afundamento é praticamente irreversível. A solução passa pela gestão sustentável da água, mas o país enfrenta entraves políticos, econômicos e sociais. Cortes abruptos no consumo afetariam gravemente a agricultura.

Ainda assim, exemplos como o de Bangkok — que reduziu o afundamento após limitar o bombeamento e monitorar os aquíferos — mostram que políticas de gestão funcionam. O Irã promete diminuir o consumo anual em quarenta e cinco bilhões de metros cúbicos, mas sanções e burocracia retardam as ações.

Preservar Persépolis e outros marcos históricos depende de unir ciência, engenharia e políticas públicas. A esperança é que o país consiga salvar, ao mesmo tempo, sua água e seu passado.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0m4391l0kxo.adaptado.  
Embora o problema também atinja regiões como a Cidade do México, Jacarta e o Vale Central da Califórnia, a situação iraniana é mais crítica pela velocidade do processo e pela concentração de sítios históricos ameaçados.
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que: 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Pela regra normativa das proparoxítonas, no trecho destacado contam-se como vocábulos acentuados "México", "históricos" e "Califórnia". A base registra essa leitura em chave escolar e, por isso, a alternativa C é a que se ajusta ao gabarito oficial.

Tema central: regras de acentuação gráfica
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa erra ao colocar "também" e "é" sob a mesma regra. "também" é oxítona terminada em -em, mas "é" não é oxítono: é monossílabo tônico terminado em -e. O erro está em apagar a distinção entre oxítona e monossílabo tônico.
B
Errada
"sítios" e "históricos" não são acentuados pela mesma regra. "históricos" é proparoxítono; já "sítios", no padrão escolar adotado pela base, é tratado como paroxítono terminado em ditongo. A alternativa é eliminada porque iguala classificações acentuais diferentes.
C
Certa
A alternativa C é a correta porque, na leitura normativa escolar adotada pela questão, há três vocábulos acentuados por serem proparoxítonos: "México", "Califórnia" e "históricos". É essa contagem que sustenta o gabarito oficial.
D
Errada
A alternativa afirma que há dois vocábulos que perderam acento diferencial após o Acordo Ortográfico, mas isso não se confirma no trecho apresentado. A afirmação não encontra apoio no material-base.
Pegadinha da questão
A banca explorou confusões reais entre categorias diferentes de acentuação: tratar "é" como oxítona, supor que "sítios" e "históricos" seguem a mesma regra só porque ambos têm acento e misturar acento diferencial com qualquer mudança ortográfica.
Dica para questões semelhantes
  • Não agrupe palavras acentuadas pela aparência do acento; identifique a sílaba tônica e a regra específica de cada vocábulo.
  • Separe monossílabo tônico de oxítona antes de marcar alternativas que juntam as duas classes.
  • Quando a questão pedir contagem, conte apenas as palavras que entram exatamente na regra mencionada, sem misturar motivos diferentes de acentuação.

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Comentários

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GAB C

Regra das proparoxítonas (antepenúltima sílaba tônica): México, crítica e históricos.

  • Mé-xi-co
  • crí-ti-ca
  • his-tó-ri-cos

Embora "sítios" possa ser classificada como proparoxítona eventual (sí-ti-os), a regra geral e mais comum para essa palavra é a de paroxítona terminada em ditongo crescente (sí-tios).

Oque tem de errado com a alternativa B?

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