Acerca do manejo conservador do paciente com doença renal c...
Gabarito comentado
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Tema central da questão: O manejo conservador da doença renal crônica (DRC) exige abordagem multidisciplinar, especialmente no controle de comorbidades, como diabetes e complicações metabólicas. Escolher adequadamente fármacos e protocolos é fundamental para reduzir a progressão da DRC e complicações associadas.
Alternativa Correta: A
Em pacientes diabéticos com função renal estimada de 30 mL/min (estágio 3b de DRC), o controle glicêmico deve ser rigoroso. Segundo a “Diretriz de Cuidados na Doença Renal Crônica” do Ministério da Saúde, recomenda-se manter a hemoglobina glicada em torno de 7%. Repaglinida é uma meglitinida eficaz para controle da glicemia pós-prandial e é considerada segura para uso até o estágio 3b, não exigindo ajuste de dose nessa faixa de filtração glomerular (conforme revisões em UpToDate e manuais como "Harrison’s Principles of Internal Medicine"). Deste modo, é uma escolha apropriada nesses pacientes, diferentemente de outras sulfonilureias mais propensas a hipoglicemia neste contexto.
Análise das alternativas incorretas:
B) Errada. A periodicidade da dosagem do PTH em DRC é variável: a partir do estágio 3, pode ser semestral ou até anual, ajustando-se conforme resultados prévios e evolução. Diretrizes como a “KDIGO” recomendam flexibilização, não sendo obrigatório o controle trimestral já nos estágios iniciais (referência: KDIGO 2017, seção 4.1).
C) Errada. O PNI prevê dose dupla da vacina contra hepatite B para pacientes em hemodiálise ou com imunodepressão, mas o esquema de 0, 1, 2 e 6 meses com dose dupla não é adotado de rotina para todos os portadores de DRC, e sim para casos específicos. O calendário depende do risco e do grau de imunossupressão (Manual do Ministério da Saúde, 2022).
D) Errada. Colesterol total < 100 mg/dL NÃO exclui risco cardiovascular. Valores baixos podem estar associados a desnutrição ou doença inflamatória crônica. O risco é determinado principalmente pelo perfil lipídico (especialmente LDL-colesterol) e fatores de risco adicionais (Diretriz SBC, 2022).
E) Errada. A anemia é tipicamente hipoproliferativa na DRC, porém a reposição de ferro endovenoso só é indicada se não houver resposta à reposição oral ou nos estágios avançados (habitualmente a partir do estágio 4), conforme o “PCDT Anemia na DRC”.
Dicas estratégicas: Atenção para detalhes sobre protocolos de frequência de exames, indicações específicas de vacinas e características terapêuticas dos fármacos em nefropatias. Evite generalizações e sempre busque respaldo em protocolos oficiais e manuais de referência.
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