Situação hipotética: Primigesta na 30.ª semana de gestação ...

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Q2771532 Medicina
Julgue os seguintes itens, relacionados com a ocorrência de parto prematuro e HIV durante a gestação.
Situação hipotética: Primigesta na 30.ª semana de gestação procurou a emergência de uma maternidade com queixa de perda de líquido pela vagina havia uma semana e desconforto uterino havia doze horas. A temperatura axilar materna era de 38,1 °C, pulso = 105 bpm, frequência cardíaca fetal = 165 bpm. O leucograma evidenciou 17.200 leucócitos/mm³, o teste de papel de nitrazina resultou positivo e a ultrassonografia mostrou ILA = 3,2 cm. Assertiva: Nesse caso, além de antibioticoterapia, deve-se administrar a essa paciente uterolítico e corticosteroide para amadurecimento pulmonar.
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Vamos analisar a questão proposta sobre o manejo de uma primigesta com suspeita de ruptura prematura das membranas (RPM) e sinais sugestivos de infecção intrauterina.

Tema central: O caso descreve uma gestante na 30ª semana com perda de líquido, desconforto uterino, febre, taquicardia materna e fetal, leucocitose, teste de nitrazina positivo e oligoâmnio (ILA = 3,2 cm). Esses achados indicam possível corioamnionite, uma complicação infecciosa associada à RPM.

Justificativa para a alternativa correta: A assertiva sugere o uso de antibioticoterapia, uterolítico e corticosteroide. No entanto, na presença de corioamnionite, a conduta correta não inclui o uso de uterolíticos, pois o objetivo é interromper a gravidez para tratar a infecção e prevenir complicações. Portanto, a assertiva está incorreta (E).

Análise das alternativas:

Antibioticoterapia: Está indicada para tratar a infecção intrauterina e prevenir a transmissão vertical de patógenos. É a primeira linha de manejo em casos de corioamnionite.

Uterolítico: Não é indicado em casos de corioamnionite, pois atrasar o parto pode aumentar o risco de complicações maternas e fetais devido à infecção.

Corticosteroides: Em situações de parto prematuro sem infecção, são usados para acelerar a maturação pulmonar fetal. Contudo, quando há infecção, o risco de prolongar a gestação supera os benefícios dos corticosteroides, especialmente com sinais claros de infecção materna/fetal.

Diagnóstico e manejo:

Os sinais clínicos (febre, taquicardia, leucocitose) e o teste positivo de nitrazina são indicativos de RPM com infecção. O manejo oportuno é crucial para evitar complicações graves. A ultrassonografia mostrando oligoâmnio também reforça a hipótese de RPM.

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