A ingestão de corpos estranhos e a impactação alimentar no ...
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Tema central: A questão aborda o manejo da ingestão de corpos estranhos e impactação alimentar no esôfago, uma situação frequente nos serviços de emergência e no cotidiano do gastroenterologista. O reconhecimento do risco e a indicação do tempo ideal para remoção do objeto são fundamentais para prevenir complicações graves como perfuração, mediastinite ou hemorragia.
Justificativa da alternativa correta (INCORRETA):
A alternativa D é incorreta ao afirmar que “objetos cortantes ou pontiagudos, como osso de galinha, podem ser retirados por endoscopia nas primeiras 6 horas”. De acordo com diretrizes nacionais e internacionais, a remoção de objetos pontiagudos/cortantes no esôfago é classificada como emergência e deve ocorrer o mais rápido possível, preferencialmente em menos de 2 horas após o diagnóstico, devido ao alto risco de perfuração (Protocolo Clínico Estadual – ES; Manual de Endoscopia HCB; UpToDate).
“Objetos localizados no esôfago, independentemente do tipo, objetos pontiagudos, baterias […], sem sinais de complicação, devem ser submetidos à remoção endoscópica imediata (menos de 2 horas) ou urgente (até 24 horas).” – Protocolo Clínico Estadual – ES, p. 8.
Análise das demais alternativas:
A) Correta: Moedas e outros objetos pequenos são, de fato, os corpos estranhos mais comuns em crianças, sendo esta população responsável pela maioria dos casos – informação amplamente validada por literatura clássica (Harrison’s Principles of Internal Medicine).
B) Correta: Baterias que atingem o estômago normalmente devem ser monitoradas, mas se forem botão/disco ou se houver sintomas, a remoção é imediata, pois há elevado risco de necrose, perfuração ou intoxicação consequentemente (MSD Manuais, Protocolo do ES).
C) Correta: Nos “body packers” (ingestão deliberada de invólucros de drogas), não se recomenda manipulação endoscópica, pois a ruptura pode ser fatal; a conduta usual é o tratamento cirúrgico em casos de complicações.
Dicas para concursos: Atenção aos termos temporais (“nas primeiras 6 horas” x “menos de 2 horas”). Diretrizes e protocolos oficiais (como o Protocolo do ES e o UpToDate) já cobram os tempos precisos para intervenções em emergências gastrointestinais. Sempre priorize a informação de emergência/autenticidade da fonte.
Resumo: A alternativa D é incorreta porque subestima a urgência envolvida na retirada de objetos cortantes do esôfago. A ação deve ser imediata!
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