Texto 1 Outro de Elevador “Ascende” dizia o ascensorista. ...
Outro de Elevador
“Ascende” dizia o ascensorista. Depois: “Eleva-se”. “Para cima”. “Para o alto”. “Escalando”. Quando perguntavam “Sobe ou desce?” Respondia “A primeira alternativa”. Depois dizia “Descende”, “Ruma para baixo”, “Cai controladamente”, “A segunda alternativa”… “Gosto de improvisar”, justificava-se. Mas como toda arte tende para o excesso, chegou ao preciosismo. Quando perguntavam “Sobe?” Respondia “É o que veremos…” ou então “Como a Virgem Maria”. Desce? “Dei” Nem todo o mundo compreendia, mas alguns o instigavam. Quando comentavam que devia ser uma chatice trabalhar em elevador ele não respondia “tem seus altos e baixos”, como esperavam, respondia, criticamente, que era melhor do que trabalhar em escada, ou que não se importava embora o seu sonho fosse, um dia, comandar alguma coisa que andasse para os lados… E quando ele perdeu o emprego porque substituíram o elevador antigo do prédio por um moderno, automático, daqueles que têm música ambiental, disse: “Era só me pedirem – eu também canto!”
Luis Fernando Verissimo.
Disponível em: https://tudoportugues.com/cronicas-curtas-parasala-de-aula/. Acesso em: 25 nov. de 2025.
Considerando-se o que consta no texto 1, é correto afirmar que:
Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: O critério decisivo é a fidelidade à caracterização explícita do personagem no texto: “Ascende” dizia o ascensorista. Depois: “Eleva-se”. “Para cima”. “Para o alto”. “Escalando”. [...] Depois dizia “Descende”, “Ruma para baixo”, “Cai controladamente”, “A segunda alternativa”… “Gosto de improvisar”, justificava-se. A enumeração e a justificativa do próprio ascensorista mostram que ele usa formulações variadas e inventivas para indicar subida e descida, o que torna correta a alternativa B.
- Quando o enunciado manda considerar o texto, escolha a alternativa que reproduz uma caracterização explicitamente construída, sem acrescentar estado emocional ou intenção não declarados.
- Desconfie de quantificadores absolutos como “todas” e “perfeitamente” se o texto trouxer marcas de restrição, como “nem todo o mundo” ou “alguns”.
- Em textos de humor, não transforme efeito cômico em fato objetivo, como reconhecimento, sucesso ou fracasso além do que está dito.
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Comentários
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O cara brinca dms kkkkkkkkkk
perde o emprego, mas não perde a piada
Ah Luís Fernando Veríssimo! Muito cotidiano isso. Quem já não conheceu alguém assim....Estou gostando das escolhas dessa banca.
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