Paciente portador de câncer gástrico foi submetido à gastre...

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Q4068554 Medicina
Paciente portador de câncer gástrico foi submetido à gastrectomia radical com esvaziamento linfonodal da pequena e da grande curvatura. No anatomopatológico, o resultado foi uma lesão que invadia a serosa do estômago, com margem positiva na ressecção, e linfonodos da pequena e grande curvatura livres de patologia. Qual é o tratamento adjuvante mais indicado? 
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A margem cirúrgica positiva define ressecção R1 e indica persistência microscópica de doença; associada à invasão da serosa, configura tumor localmente avançado com alto risco locorregional, o que torna a quimiorradioterapia a melhor alternativa entre as opções oferecidas.

Tema central: Adjuvância no câncer gástrico
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Observação isolada é incompatível com ressecção R1 em tumor com invasão da serosa. Margem positiva significa permanência microscópica de tumor após a cirurgia, portanto não há base oncológica para vigilância apenas. O erro desta alternativa é ignorar o alto risco de recorrência locorregional demonstrado pelo anatomopatológico.
B
Errada
Incorreta. Quimioterapia adjuvante isolada não é a melhor resposta porque o achado decisivo é a margem comprometida, que exige estratégia com componente de controle locorregional. A quimioterapia trata o risco sistêmico, mas não contempla de modo ideal o risco residual local específico do R1, que é justamente o ponto central do caso.
C
Errada
Incorreta. Quimioterapia paliativa se aplica a doença metastática, irressecável ou sem intenção curativa. O enunciado descreve cenário pós-operatório e pergunta por tratamento adjuvante. Margem positiva não equivale automaticamente a doença disseminada; ela caracteriza persistência microscópica local, não obrigatoriamente situação paliativa.
D
Errada
Incorreta. Embora rerressecção possa ser cogitada em contextos selecionados, a base informa que esta questão cobra tratamento adjuvante e que, entre as alternativas oferecidas, a melhor conduta esperada é quimiorradioterapia. Marcar reabordagem cirúrgica desloca o raciocínio para outra moldura decisória e não responde ao foco técnico pedido pela questão.
E
Certa
A alternativa E está correta porque o problema central não é a ausência de linfonodos acometidos, e sim a falha de radicalidade oncológica local: margem positiva após gastrectomia. Em câncer gástrico com invasão de serosa, isso significa alto risco de doença microscópica residual na loja operatória e de recorrência locorregional. Nesse contexto, a adjuvância precisa contemplar controle local além de tratamento sistêmico, e por isso a associação de quimioterapia com radioterapia é superior às opções de observação ou quimioterapia isolada dentro da lógica da questão.
Pegadinha da questão
A banca induz ao erro ao destacar linfonodos livres e o termo 'gastrectomia radical', para ver se o candidato negligencia que o dado mais grave é a margem positiva; o caso não é de baixo risco nem de cirurgia efetivamente curativa.
Dica para questões semelhantes
  • Em câncer gástrico operado, margem positiva pesa mais na decisão adjuvante do que o N0 isoladamente.
  • Se houver R1, pense em doença microscópica residual locorregional; isso favorece estratégia com radioterapia associada quando essa opção estiver disponível.
  • Não confunda intenção adjuvante com paliativa: ausência de metástase ou irressecabilidade afasta a lógica de tratamento paliativo.
  • Quando a questão trouxer invasão de serosa, reconheça doença localmente avançada, mesmo com linfonodos negativos.

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