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Q2886641 Medicina

Considerando a atual classificação das leucemias mieloides agudas, proposta pela OMS em 2002, assinale a opção correta.

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Tema central: A questão aborda a classificação das leucemias mieloides agudas (LMA) de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), fundamental para diagnóstico, prognóstico e condução terapêutica em Onco-hematologia pediátrica. A classificação OMS de 2001/2002 trouxe avanços, incluindo critérios morfológicos, imunofenotípicos, citogenéticos e moleculares. Isso impacta diretamente a conduta clínica do médico cancerologista pediátrico.

Justificativa da alternativa correta (D):

A alternativa D está correta. Segundo a OMS (2002), a presença de achados genéticos recorrentes específicos — como t(8;21), inv(16) e t(15;17)é suficiente para o diagnóstico de LMA, mesmo que a contagem de blastos seja inferior a 20%. Conforme o documento “Leucemia mielóide aguda: diagnóstico: morfologia, imunofenótipo e citogenética” (Ministério da Saúde, 2002), essas anomalias implicam em imediata definição diagnóstica, influenciando diretamente o tratamento e prognóstico. O reconhecido protocolo internacional UpToDate também reforça: “Certain genetic abnormalities, such as t(15;17), t(8;21) or inv(16), define acute myeloid leukemia regardless of blast count.”

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta. A presença de displasia em múltiplas linhagens mieloides está relacionada a pior prognóstico, contrariando diretrizes OMS/SBHH.

B) Incorreta. A contagem habitual para percentual de blastos é realizada em 200 células na medula e 100 no sangue periférico, não sendo necessário contar 500 células.

C) Incorreta. A classificação FAB e seu critério de 30% de blastos está obsoleta. A OMS recomenda 20% como ponto de corte atual, com exceção das alterações genéticas específicas.

E) Incorreta. Translocações t(15;17) e t(8;21) permitem diagnóstico de LMA independentemente do percentual de blastos, conforme reiterado nas principais diretrizes nacionais e internacionais.

Estratégias de leitura: Atente-se em provas a termos como “independentemente” e a menção de translocações específicas, pois apontam exceções relevantes.

Citando o próprio Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde: “Certas alterações citogenéticas específicas, como t(15;17), t(8;21), inv(16), são suficientes para o diagnóstico de LMA mesmo com menos de 20% de blastos.”

Resumo: O conhecimento da classificação OMS é decisivo para acertar questões, pois define padrões atuais e ressalta exceções importantes nas leucemias agudas.

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