O asteroide, com cerca de vinte metros de comprimento, “viaj...

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Q3831494 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A'quase-lua' da Terra escondida há décadas e que não está sozinha


Astrônomos descobriram que a Terra ganhou um novo companheiro: uma quase-lua que deverá permanecer próxima até cerca de 2083. Esses objetos não são luas de fato, pois não orbitam diretamente o planeta, mas acompanham sua trajetória ao redor do Sol, mantendo-se nas proximidades por longos períodos.


O asteroide, com cerca de vinte metros de comprimento, viaja em sintonia com a Terra há décadas e deve continuar assim por mais alguns anos, segundo cálculos baseados em sua órbita. Ele foi identificado por telescópios dedicados à observação de objetos próximos da Terra. Com essa descoberta, já são várias as quase-luas conhecidas, além de algumas miniluas e possíveis luas-fantasma. 


As quase-luas parecem, do ponto de vista terrestre, girar em torno do planeta, mas na verdade orbitam o Sol em trajetórias muito semelhantes à da Terra. Durante esse percurso, sofrem leve influência da gravidade terrestre, que as faz se aproximar ou se afastar periodicamente. Todas são temporárias e podem permanecer nessa condição por décadas ou até mais de um século.


As miniluas, por sua vez, são pequenos asteroides que chegam a ficar realmente em órbita da Terra por curtos períodos, geralmente inferiores a um ano. São difíceis de detectar por seu tamanho reduzido. A última observada tinha cerca de dez metros e permaneceu apenas alguns meses nas proximidades, antes de retornar a uma órbita ao redor do Sol. Há indícios de que alguns desses objetos sejam fragmentos desprendidos da própria Lua após antigos impactos.


As chamadas luas-fantasma seriam nuvens de poeira que acompanham a órbita terrestre, posicionadas em pontos relativamente estáveis à frente ou atrás do planeta. Sua existência, porém, ainda não é consenso na ciência, embora seja considerada possível devido à presença abundante de poeira no espaço.


Apesar de sua proximidade em termos astronômicos, esses objetos não representam risco para a Terra. Mesmo no ponto mais próximo, permanecem bem mais distantes do que a Lua. E, caso se aproximassem mais, isso ocorreria de forma lenta, permitindo monitoramento e resposta.


Quase-luas também já foram identificadas em outros planetas do sistema solar. Seu estudo só se tornou possível recentemente, graças ao avanço dos telescópios e da modelagem computacional, que permitiram detectar objetos muito tênues e compreender melhor seus movimentos.


Essas descobertas reforçam a noção de que o sistema solar é um ambiente ativo e dinâmico, em constante transformação, longe de ser um espaço imóvel ou estático.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly4179rkgko.adaptado.

O asteroide, com cerca de vinte metros de comprimento, “viaja” em sintonia com a Terra há décadas.
De acordo com as regras de regência verbal, o verbo destacado nesta frase funciona como: 
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Na oração "O asteroide, com cerca de vinte metros de comprimento, “viaja” em sintonia com a Terra há décadas.", o verbo "viaja" é intransitivo, porque não exige complemento verbal. Os termos "em sintonia com a Terra" e "há décadas" têm valor circunstancial, respectivamente de modo/estado de concomitância e de tempo, o que exclui a classificação como objeto ou complemento do verbo.

Tema central: transitividade verbal
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque transforma "em sintonia com a Terra" em objeto direto. Esse segmento não é paciente da ação verbal nem complemento sem preposição; trata-se de expressão com valor circunstancial. O erro da alternativa é confundir termo posposto ao verbo com objeto e ignorar sua função adverbial.
B
Errada
Está errada porque toma a preposição como prova de objeto indireto. A base da decisão é clara: termo preposicionado nem sempre é complemento verbal. Em "em sintonia com a Terra", a expressão não completa uma exigência regencial de "viajar"; apenas acrescenta circunstância ao enunciado. Portanto, não há transitividade indireta.
C
Errada
Está errada porque atribui ao verbo dois complementos que a oração não possui. Nem "em sintonia com a Terra" nem "há décadas" desempenham função de objeto, e não há apoio sintático para supor complemento implícito. A leitura bitransitiva quebra o critério decisivo da questão: a frase apresenta adjuntos adverbiais, não dois complementos verbais.
D
Certa
A alternativa D está correta porque a oração não traz complemento exigido pelo verbo. O núcleo verbal "viaja" já se completa com o sujeito "O asteroide". Depois dele, aparecem apenas acréscimos circunstanciais: "em sintonia com a Terra" indica o modo ou a condição em que ocorre o deslocamento, e "há décadas" marca tempo decorrido. Como nenhum desses termos exerce função de objeto, a classificação adequada é verbo intransitivo.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre termo preposicionado e objeto indireto: "em sintonia com a Terra" parece complemento por vir após o verbo, mas, na frase, tem valor adverbial, não função de objeto.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique se o verbo realmente precisa do termo após ele para ter sentido completo; se não precisa, não há complemento verbal obrigatório.
  • Não classifique como objeto indireto apenas porque há preposição; primeiro identifique se o segmento completa a regência do verbo ou apenas indica circunstância.
  • Diferencie complemento verbal de adjunto adverbial observando o valor semântico do termo: modo, tempo e condição costumam apontar para função circunstancial.

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Comentários

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O asteroide, com cerca de vinte metros de comprimento, “viaja” em sintonia com a Terra há décadas.

sujeito= O asteroide

Quem viaja? viaja ( não pede complemento)

Verbo Intransitivo

D

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