O Ministério da Saúde reconhece a obesidade como um problema de saúde pública e orienta que, diante
do atual quadro epidemiológico do país, sejam prioritárias as ações de promoção da alimentação adequada e
saudável, de prevenção da obesidade e intervenções para a construção de ambientes alimentares saudáveis.
Do ponto de vista conceitual, tanto o sobrepeso quanto a obesidade se referem ao acúmulo excessivo de
gordura corporal. A obesidade é fator de risco para outras enfermidades, como: doenças cardiovasculares,
diabetes, hipertensão e alguns tipos de câncer. Isso sem falar da maneira como o problema é visto pela
sociedade, podendo levar a estereótipos e discriminação. E é justamente nesse ponto que fica evidente como
aspectos sociais e psicológicos do indivíduo podem ser afetados, para além da questão física.
A prevalência de obesidade tem aumentado de maneira epidêmica, nas últimas décadas e, atualmente,
representa um grande problema de saúde pública no mundo. No Brasil, o excesso de peso (que compreende
o sobrepeso e a obesidade) também tem aumentado.
Dados recentes indicam que o consumo de emagrecedores sem orientação médica aumentou 25% na
última década, sendo mais prevalente entre mulheres jovens. As complicações mais comuns incluem arritmias
cardíacas, transtornos de ansiedade e depressão. Observou-se também que a fiscalização sobre a venda
desses medicamentos é insuficiente, permitindo sua ampla distribuição em mercados físicos e online. Além
disso, as campanhas educativas voltadas para os riscos dessa prática ainda são escassas, dificultando a
conscientização da população.