A tentativa de reescrita de: “[...] se a gente não se desfiz...
O que não impede que prestemos atenção no que essa metamorfose pode ter de prejudicial. As mulheres se masculinizaram, é fato. Não por fora, mas por dentro. As qualidades que lhes são atribuídas hoje, e as decorrentes conquistas dessa nova maneira de estar no mundo, eram atributos considerados apenas dos homens. Agora ninguém mais tem monopólio de atributo algum: nem eles de seu perfil batalhador, nem nós da nossa afetividade. Geração bivolt. Homens e mulheres funcionando em dupla voltagem, com todos os atributos em comum. Mas seguimos, sim, precisando uns dos outros -como nunca.
Não são poucas as mulheres potentes que parecem conseguir tocar o barco sozinhas, sem alguém que as ajude com os remos. Mas é só impressão. Talvez não precisemos de quem reme conosco, mas há em todas nós uma necessidade ancestral de confirmar a fêmea que invariavelmente somos. E isso se dá através damaternidade, do amor e do sexo. Se não for possível ter tudo (ou não quiser), ao menos alguma dessas práticas é preciso exercer na vida íntima, caso contrário, viraremos uns tratores. Muito competentes, mas com a identidade incompleta.
Nossa virilização é interessante em muitos pontos, mas se tornará brutal se chegarmos ao exagero de declarar guerra aos nossos instintos. O.k., sermãe não é obrigatório, ter umgrande amor é sorte, e muitas fazem sexo apenas para disfarçar o desespero da solidão, mas seja qual for o contexto em que nos encontramos, é importante seguir buscando algo que nos conecte como que nos restou de terno, aquela doçura que cada mulher sabe que ainda traz em si e que deve preservar, porque não se trata de uma fragilidade paralisante, e sim de uma característica intrínseca ao gênero, a parte de nós que se reconhece vulnerável e que não precisa se envergonhar disso. Se é igualdade que a gente quer, extra, extra: homens tambémsão vulneráveis.
''Cuida bem de mim”, dizia o refrão de uma antiga música do Dalto, e que Nando Reis regravou recentemente. Cafona? Ora, se a gente não se desfizer da nossa prepotência e não se permitir um tantinho de insegurança e delicadeza, a construção desta “nova mulher” terá se desviado para uma “caricatura. A intenção não era a gente se transformar no estereótipo de umhomem, era?
(MEDEIROS, O Globo Martha. : 04/04/2012)
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A questão aborda um problema de conjugação verbal em relação à tentativa de reescrita da frase “se a gente não se desfizer da nossa prepotência”. O ponto principal aqui é identificar qual das alternativas apresenta um erro na forma verbal.
A norma gramatical que devemos considerar aqui é a conjugação correta dos verbos no futuro do subjuntivo, que é o modo verbal utilizado quando há uma ideia de hipótese ou condição. O verbo “desfizer” está corretamente conjugado no futuro do subjuntivo.
Análise da alternativa correta:
Alternativa E - “se a gente não reaver a antiga doçura”:
O verbo “reaver” é irregular e não segue a mesma regra de conjugação dos verbos regulares. Na forma correta, o futuro do subjuntivo do verbo "reaver" seria "se a gente não reouver", e não "reaver". Portanto, essa alternativa comete um erro de conjugação, justificando por que é a resposta correta para a questão.
Análise das alternativas incorretas:
Alternativa A - “se a gente não contiver a tendência masculinizante”:
O verbo “conter” está corretamente conjugado no futuro do subjuntivo como “contiver”. Não há erro nessa alternativa.
Alternativa B - “se a gente não revir alguns conceitos”:
O verbo “revir” está corretamente conjugado no futuro do subjuntivo. Não há erro nessa alternativa.
Alternativa C - “se a gente não se dispuser a reatar o diálogo”:
O verbo “dispor” está corretamente conjugado no futuro do subjuntivo como “dispuser”. Não há erro nessa alternativa.
Alternativa D - “se a gente não crer na capacidade de mudar”:
O verbo “crer” está corretamente conjugado no futuro do subjuntivo como “crer”. Não há erro nessa alternativa.
Ao estudar questões semelhantes, é importante treinar a conjugação dos verbos irregulares, que muitas vezes são os mais cobrados em provas. Consulte sempre fontes confiáveis como a Gramática Normativa ou o VOLP para sanar dúvidas sobre conjugações mais complexas.
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E) Incorreta: pois o verbo correto a ser usado é REOUVER.
Reaver é derivado de haver, conjuga-se, logo, seguindo o paradigma de haver suprimindo h.
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