Adolescente de 14 anos evoluiu com hepatotoxicidade, no 10º ...

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Q3833460 Medicina
Adolescente de 14 anos evoluiu com hepatotoxicidade, no 10º dia de tratamento para tuberculose com esquema RIPE, o que levou à suspensão de seu tratamento por 20 dias.  
Na condução clínica, após melhora das transaminases, a melhor conduta é a seguinte: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Após interrupção por hepatotoxicidade do esquema RIPE e melhora das enzimas hepáticas, a diretriz do Ministério da Saúde orienta reintrodução sequencial do esquema básico, e o período de suspensão não é contado como tratamento efetivo completo; isso sustenta a alternativa E.

Tema central: Hepatotoxicidade no RIPE
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque desloca a decisão para rediagnóstico ou reavaliação da tuberculose, quando o problema central é manejo de toxicidade medicamentosa. Teste tuberculínico não orienta reintrodução do tratamento em paciente já tratado como tuberculose, e repetir radiografia e cultura não substitui a conduta protocolar após hepatotoxicidade.
B
Errada
Errada porque reiniciar simultaneamente todas as drogas contraria a diretriz para hepatotoxicidade do esquema básico. A reexposição deve ser sequencial para reduzir risco de nova lesão hepática e permitir identificar recorrência associada a algum fármaco.
C
Errada
Errada porque esquema alternativo não é a conduta inicial quando houve melhora das transaminases e há possibilidade de reintrodução protocolar. A troca imediata por outros tuberculostáticos fica reservada para impossibilidade de reintrodução adequada ou toxicidade persistente/recorrente.
D
Errada
Errada porque exame de sensibilidade não é pré-requisito rotineiro para reintroduzir tratamento após hepatotoxicidade. Esse exame tem papel em falha terapêutica, retratamento ou suspeita de resistência, e não no manejo de toxicidade hepática isolada.
E
Certa
A alternativa E reproduz o manejo protocolar do evento adverso descrito. Após melhora das transaminases, não se reinicia o RIPE completo de uma vez; reintroduzem-se os fármacos em sequência R/E/I/P, conforme a recomendação ministerial de reintrodução na ordem rifampicina + etambutol, depois isoniazida e por último pirazinamida, com avaliação da função hepática. Além disso, a diretriz considera o tempo terapêutico a partir da retomada do esquema completo, de modo que o período de 20 dias suspenso precisa ser recomposto, o que a alternativa expressa como acréscimo desses 20 dias.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: achar que, após normalização das transaminases, basta reiniciar o RIPE completo, e esquecer que a ordem correta de reintrodução não é a do esquema original, mas R/E, depois I e por último P, com recomposição do tempo interrompido.
Dica para questões semelhantes
  • Em hepatotoxicidade por RIPE, procure primeiro a conduta de reintrodução escalonada, não o reinício simultâneo de todas as drogas.
  • Memorize a ordem protocolar de retorno: R/E, depois I, depois P.
  • Não confunda toxicidade medicamentosa com resistência bacteriana: exame de sensibilidade não é exigência de rotina nesse cenário.
  • Se houve interrupção prolongada, não conte esse intervalo como tratamento efetivo completo.

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