Estudos mostram que até 12% das crianças brasileiras apresen...

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Q3833459 Medicina

Estudos mostram que até 12% das crianças brasileiras apresentam suspeita de atraso no desenvolvimento.


Sobre esse tema, assinale a alternativa INCORRETA.   

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A questão cobra o reconhecimento da recomendação oficial da Sociedade Brasileira de Pediatria sobre saúde digital: crianças menores de 2 anos não devem ser expostas a telas. Como a alternativa C restringe essa orientação a "até 16 meses", ela entra em desacordo com a recomendação e se torna a incorreta.

Tema central: Atraso do desenvolvimento
Análise das alternativas
A
Errada
A assertiva é aceita como verdadeira no contexto da prova. Trata-se de uma generalização epidemiológica, mas compatível com a base: em países com maior acesso diagnóstico, etiologias genéticas figuram entre as principais causas reconhecidas; em países em desenvolvimento, eventos intraútero e perinatais mantêm peso importante. A própria base alerta que a frase é simplificadora, mas não há erro objetivo nela que supere o conflito direto da letra C com a recomendação oficial.
B
Errada
Está correta porque a avaliação visual e auditiva integra a investigação inicial do atraso do desenvolvimento. Déficits sensoriais podem ser causa primária do quadro ou fator que simula/agrava atraso do neurodesenvolvimento; por isso, devem ser pesquisados precocemente e podem anteceder a ressonância magnética. O erro seria inverter a lógica e pressupor lesão central sem excluir antes causas sensoriais potencialmente tratáveis ou confundidoras.
C
Certa
A alternativa C é a incorreta porque atribui à SBP uma faixa etária inadequada. A base de decisão é explícita ao informar que a recomendação institucional é evitar telas em menores de 2 anos, e não apenas até 16 meses. Essa diferença etária é o ponto que invalida a assertiva.
D
Errada
Está correta porque a presença de espasmos associada a atraso do desenvolvimento muda a indicação do EEG. O exame não é de rotina para todo atraso do desenvolvimento isolado, mas passa a ser indicado quando há suspeita de epilepsia ou síndrome epiléptica; nesse cenário, especialmente diante de espasmos infantis, o EEG é exame-chave para documentação eletroclínica. Deixar de solicitá-lo nessa situação atrasaria investigação diagnóstica relevante.
E
Errada
A alternativa está correta e, por isso, não é a incorreta da questão. Definir a etiologia continua útil mesmo quando não existe tratamento modificador da doença, pois orienta prognóstico e aconselhamento genético. Assim, ela não deve ser eliminada; ao contrário, está em consonância com a base de decisão.
Pegadinha da questão
A banca explorou uma recomendação etária específica da SBP: a frase da letra C parece plausível, mas erra por trocar “menores de 2 anos” por “até 16 meses”. Outra fonte de confusão é lembrar que EEG não é rotina no atraso do desenvolvimento isolado, porém passa a ser indicado quando há espasmos.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a alternativa citar idade exata em recomendação oficial, confira se a faixa etária bate literalmente com a diretriz; aqui, o corte correto era menores de 2 anos.
  • Na investigação inicial do atraso do desenvolvimento, pense primeiro em causas sensoriais e confundidores clínicos antes de assumir necessidade imediata de neuroimagem.
  • EEG no atraso do desenvolvimento depende do contexto: não é rastreio universal, mas é indicado se houver espasmos, crises ou suspeita de síndrome epiléptica.
  • Mesmo sem tratamento modificador, a investigação etiológica continua tendo valor diagnóstico, prognóstico e para aconselhamento genético.

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