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Q3833458 Medicina
A Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil publicou artigo em 2025, Recomendações e Orientações para o Diagnóstico, Investigação e Abordagem Terapêutica do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Sobre esse tema, assinale a alternativa CORRETA.   
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A diretriz da SBNI 2025, citada no enunciado, afirma que o diagnóstico precoce de TEA pode ser estabelecido com segurança em muitas crianças com sinais e sintomas típicos, com estabilidade diagnóstica consistente a partir de 14 meses e chegando a 84% aos 16 meses após reavaliação aos 36 meses. Isso torna a alternativa D compatível com a recomendação oficial atualizada.

Tema central: diagnóstico precoce do TEA
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a diretriz separa confirmação diagnóstica formal de início da intervenção. Diante de atrasos do desenvolvimento e suspeita de TEA, o encaminhamento para abordagem terapêutica precoce deve ocorrer mesmo sem diagnóstico definitivo, para aproveitar a plasticidade neuronal. Esperar confirmação para iniciar terapias contraria a conduta recomendada.
B
Errada
Está errada por desatualização epidemiológica. A base afirma que a prevalência de 1 caso para cada 68 crianças corresponde a estimativas antigas e não à prevalência atual. Como a questão está ancorada em documento de 2025, usar esse número histórico torna a alternativa falsa.
C
Errada
Está errada porque a diretriz afirma não haver evidências científicas confiáveis para indicar, como tratamento rotineiro do TEA, suplementação vitamínica sem deficiência diagnosticada, dieta sem glúten na ausência de doença celíaca ou intolerância, ou retirada de caseína. O erro da alternativa é apresentar como comprovado o que a recomendação classifica como sem comprovação científica confiável.
D
Certa
A alternativa D é correta porque descreve a possibilidade de firmar diagnóstico precoce de TEA em crianças com apresentação típica, inclusive por volta dos 16 meses, quando a diretriz informa estabilidade diagnóstica consistente nessa faixa etária. O critério médico decisivo é que esse diagnóstico é clínico e pode ter boa estabilidade após reavaliação longitudinal, o que sustenta a afirmação de ser possível e seguro nesse contexto.
E
Errada
Está errada porque a base descreve o canabidiol no TEA como experimental, sem garantia de eficácia, e destaca que preparações com THC geram preocupação de segurança, especialmente pelo possível aumento do risco de psicose aguda. Portanto, não é tecnicamente aceitável afirmar que uso com altas concentrações de THC seja seguro para crianças.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre três ideias diferentes: diagnóstico precoce ser possível, intervenção precoce não depender de confirmação definitiva e terapias não comprovadas parecerem válidas por uso difundido. O ponto decisivo era reconhecer que a diretriz de 2025 valida o diagnóstico precoce em muitas crianças típicas, mas não valida esperar laudo para tratar nem dietas, vitaminas ou THC como condutas seguras e comprovadas.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o enunciado cita uma diretriz recente, priorize a recomendação atualizada e desconfie de números epidemiológicos antigos memorizados.
  • Em TEA, diferencie duas decisões: diagnóstico pode ser precoce em casos típicos, e a intervenção deve começar mesmo sem confirmação definitiva.
  • Elimine alternativas que transformam terapias sem evidência confiável em tratamento comprovado de rotina.
  • Se a opção afirmar segurança de canabinoide com THC em criança, confronte com o caráter experimental e com a preocupação neuropsiquiátrica descrita na base.

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