Escolar, 6 anos de idade, apresenta quadro de crises epilépt...

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Q3833456 Medicina
Escolar, 6 anos de idade, apresenta quadro de crises epilépticas que não responderam ao tratamento com ácido valproico, na dose de 60 mg/kg/dia. As crises começaram há 5 meses e envolvem um lado da face e os membros ipsilaterais. O eletroencefalograma mostra uma atividade de base normal, mas com atividade epileptiforme em região temporo parietal direita.
Diante desse caso, qual seria a melhor conduta?   
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O caso mostra epilepsia focal: crises com comprometimento unilateral da face e dos membros ipsilaterais, EEG com descarga epileptiforme temporoparietal direita e atividade de base normal. Como o ácido valproico já foi usado em dose alta (60 mg/kg/dia) sem controle, a melhor alternativa entre as opções é trocar por um antiepiléptico apropriado para crises focais, como o levetiracetam.

Tema central: Epilepsia focal pediátrica
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. O ácido valproico já está em 60 mg/kg/dia, valor considerado dose alta/limítrofe na prática pediátrica descrita na base. Diante de ausência de resposta nessa faixa, não há boa sustentação para simplesmente aumentar a dose de forma empírica. Além disso, o caso é de epilepsia focal, o que favorece troca para um fármaco mais apropriado ao tipo de crise.
B
Certa
Levetiracetam é uma opção efetiva para crises focais na infância. Neste caso, o enunciado não sugere encefalopatia epiléptica nem epilepsia generalizada; ao contrário, mostra foco clínico e eletroencefalográfico bem localizado. Como o valproato já foi tentado em dose elevada sem resposta, a conduta tecnicamente mais sustentada entre as alternativas é substituir por outro antiepiléptico adequado ao padrão focal, e o levetiracetam é a melhor opção apresentada.
C
Errada
Incorreta. A vigabatrina não é a troca de rotina para escolar com epilepsia focal como a descrita. Sua indicação é mais característica em espasmos infantis e contextos específicos, além de haver preocupação com toxicidade visual. Portanto, ela não corresponde à melhor escolha farmacológica neste cenário.
D
Errada
Incorreta. Embora tenha ação antiepiléptica, o fenobarbital não é opção preferencial em criança de 6 anos nessa situação, porque seu perfil neurocognitivo e comportamental é menos favorável. Entre as alternativas disponíveis, perde claramente para o levetiracetam no balanço entre adequação ao tipo de crise e tolerabilidade em escolar.
E
Errada
Incorreta. O estimulador do nervo vago é medida de escalonamento para epilepsia farmacorresistente em etapa mais avançada, após falha de regimes farmacológicos adequados. O enunciado descreve falha de um esquema medicamentoso, o que não sustenta indicar terapia adjuvante invasiva como melhor próxima conduta.
Pegadinha da questão
A banca mistura um antiepiléptico de amplo espectro já em dose alta com um quadro claramente focal, para induzir o candidato a aumentar a dose ou escolher qualquer anticonvulsivante; o ponto decisivo era reconhecer epilepsia focal e então selecionar, entre as opções, o fármaco mais apropriado para esse padrão.
Dica para questões semelhantes
  • Leia semiologia e EEG juntos: unilateralidade clínica mais descarga focal no EEG aponta para epilepsia focal.
  • Se o fármaco já falhou em dose alta, não assuma que a próxima etapa é apenas aumentar dose; reavalie a adequação da droga ao tipo de crise.
  • Em criança maior, diferencie droga possível de droga preferível: fenobarbital pode ter efeito anticonvulsivante, mas o perfil cognitivo/comportamental pesa contra.
  • Terapias como VNS não entram como melhor próximo passo após falha isolada de um único esquema farmacológico.

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