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Q3833437 Medicina
Uma família tem uma criança de 8 anos com transtorno do espectro autista nível de suporte 3. Para o irmão, lactente de 7 meses de idade, os pais estão preocupados sobre as perspectivas do uso de exames complementares que possam ter bom valor preditivo para o mesmo transtorno e, portanto, servir de base para início precoce do tratamento.
Assinale a alternativa com MENOR grau de evidências.  
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A questão compara o grau de evidência entre exames propostos como biomarcadores precoces de TEA em lactente de alto risco familiar. EEG com conectividade, neuroimagem, risco poligênico e eye-tracking têm literatura de investigação translacional em TEA; já a dosagem de microfilamento em líquor não é exame reconhecido nem minimamente validado para esse fim. Portanto, é a opção mais distante da evidência disponível e a de menor grau de suporte.

Tema central: Biomarcadores precoces no TEA
Análise das alternativas
A
Errada
EEG com análise de conectividade não é exame de rotina para diagnosticar ou rastrear TEA, mas é uma linha real de pesquisa em lactentes de alto risco, com literatura translacional sobre conectividade funcional e maturação cortical. Por haver esse corpo de evidência específico em TEA, tem suporte maior do que a alternativa E.
B
Errada
Ressonância magnética funcional com estudo volumétrico também é estudada em TEA, com investigações sobre crescimento cerebral, volumetria e conectividade funcional em crianças de alto risco. Apesar de não ser teste validado para uso clínico isolado, existe base científica mais consistente do que a de um biomarcador liquórico não reconhecido como a alternativa E.
C
Errada
O estudo genético para avaliação de risco poligênico tem fundamento na herdabilidade importante e na arquitetura genética complexa do TEA. Embora ainda sem aplicação clínica isolada robusta para predizer o transtorno, há literatura relevante e investigação ativa nessa linha, o que supera claramente a ausência de validação da alternativa E.
D
Errada
O teste de rastreamento ocular é bastante estudado em pesquisa de detecção precoce do TEA, especialmente para atenção social e padrões de exploração visual em lactentes de risco. Assim, mesmo sem ser teste diagnóstico validado para uso isolado, possui plausibilidade biológica e literatura mais reconhecida do que a alternativa E.
E
Certa
A alternativa E está correta porque a dosagem de microfilamento em líquor não integra a investigação reconhecida de biomarcadores preditivos de TEA. O diagnóstico de TEA permanece clínico-comportamental, e os exames complementares mais estudados em pesquisa envolvem genética, EEG, neuroimagem e medidas de atenção social como eye-tracking. Um biomarcador liquórico desse tipo não tem validação reprodutível nem racional consolidado específico para predizer TEA em lactentes, e ainda pressupõe punção lombar, procedimento invasivo sem papel técnico reconhecido nesse contexto.
Pegadinha da questão
A banca mistura exames de pesquisa com um biomarcador que parece sofisticado, mas não tem validação para TEA. O ponto central é a hierarquia de evidências: as alternativas A-D pertencem a linhas investigadas em TEA, enquanto a E não integra a investigação reconhecida para predição precoce.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro identifique se a pergunta pede exame indicado na prática ou apenas o menor grau de evidência; aqui a comparação é entre linhas de pesquisa.
  • Em TEA, o diagnóstico é clínico-comportamental, e biomarcadores complementares seguem majoritariamente em investigação.
  • Entre modalidades experimentais, valorize as já estudadas em irmãos de alto risco, como EEG, neuroimagem, genética e eye-tracking.
  • Desconfie de biomarcador invasivo em líquor para predição de TEA sem racional específico e sem papel reconhecido.

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